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Resultados da Greve Geral pelo Brasil nesta sexta

A greve foi convocada pelas centrais sindicais e atingiu 26 estados do Brasil e o Distrito Federal

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A greve geral foi convocada pelas centrais sindicais e atingiu 26 estados do Brasil e o Distrito Federal (DF). Os protestos contra a aprovação da reforma da Previdência e o contingenciamento de verbas na Educação aconteceu nesta sexta-feira.

O governo federal chegou a prever que a greve geral seria um “fiasco”, com pouca representatividade e efeito pequeno na rotina do país. Aliados do Palácio do Planalto passaram os últimos dias articulando para que, nas redes sociais, simpatizantes do presidente Jair Bolsonaro (PSL) combatessem qualquer tentativa de enaltecer as manifestações por militantes da oposição.

Para Joice Hasselmann, manifestações contra a reforma foram ‘um fiasco’

Para Joice Hasselmann, manifestações contra a reforma foram ‘um fiasco’, na opinião da líder do governo no Congresso Nacional, Joice Hasselmann. Segundo ela, de maneira geral, os movimentos que convocaram a greve não conseguiram parar nem mesmos os ônibus, como prometeram.

“Vamos parar os ônibus, os ônibus não pararam. Vamos parar os metrôs, os metrôs não pararam. O máximo que fizeram foi interromper uma ou outra rodovia para criar uma sensação de que tem muita gente no congestionamento, mas o País continua andando”, avaliou a deputada federal.

Ela deu um recado também para os servidores públicos que participaram do movimento em dia de trabalho, que para ela deveriam ter o ponto descontado. “Manifestação a gente faz no final de semana. Dia de semana é para produzir. Eu gostei do resultado”, completou.

Nas cidades e estados

No DF a greve paralisou alguns serviços essenciais, algumas categorias chegaram a ser alvo de série de liminares expedidas pela Justiça, no entanto, algumas não cumprirão a decisão.

Os rodoviários decidiram parar, descumprindo a liminar do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de manter toda a frota em funcionamento. A multa por descumprimento é de R$ 100 mil por empresa afetada.

Com uma greve que já dura 46 dias, os metroviários mantiveram o esquema em vigor nas últimas semanas.

As escolas públicas não funcionaram e os professores decidiram fazer uma assembleia nesta sexta-feira. Além de apoiarem o movimento nacional, eles foram à Praça do Buriti, nesta manhã, pedir reajuste salarial e o cumprimento da meta 17 do Plano Distrital de Educação (PDE).

Em São Paulo os manifestantes fecharam a Avenida Paulista para protestar. Transportes públicos tiveram paralisação parcial.

O metrô de Belo Horizonte não funcionou na manhã desta sexta. Já os ônibus circularam normalmente. Os funcionários da Refinaria Gabriel Passos em Betim, na Grande Belo Horizonte, fizeram manifestação na BR-381, nos dois sentidos da estrada, alternadamente. Manifestantes do Povo Sem Medo e do MTST também bloquearam a BR-050, na cidade de Uberlândia.

No Rio, o transporte público, incluindo ônibus, trens e metrôs, funcionava normalmente no início da manhã. No entanto, alguns pontos do estado registraram protestos – que cresceram à tarde e no início da noite.

Na capital fluminense, manifestantes reclamam da repressão feita pela tropa de choque, que utiliza bombas de gás para contenção dos atos. “O que é isso, cara? Este é o treinamento que você teve?”, reclama um manifestante ao policial, em vídeo gravado na manhã desta sexta. Em seguida, o câmera garante que o ato é pacífico e que a polícia “está jogando granada nas pessoas”.

No Rio Grande do Sul a greve foi marcada por protestos e bloqueios em frente às garagens de ônibus de Porto Alegre e cidades da região metropolitana, Vale do Sinos e região da Serra.

Na Bahia ônibus e trens não circularam no início da manhã em Salvador, mas o funcionamento do metrô não sofreu alterações. Manifestantes fecharam vias da cidade e um coletivo chegou a ser atacado por pedras.

Em Rio Branco começou na madrugada por todas as cidades do estado. Os manifestantes bloquearam a BR- 364 na região no distrito industrial para impedir que ônibus saíssem da garagem. O transporte público foi afetado na parte manhã. Os protestos seguiram para o centro da cidade na praça da Revolução.

30 micro-ônibus são vandalizados em Salvador durante protestos contra a reforma

A Secretaria Municipal de Mobilidade de Salvador contabilizou 30 micro-ônibus do sistema complementar vandalizados durante manifestações nesta sexta-feira, 14, dia de greve geral convocada pelas centrais sindicais do País. Os veículos seriam usados para reduzir o impacto da falta dos ônibus da frota regular, que não saiu das garagens.

Segundo a secretaria, um dos veículos foi atingido por um tiro.

“Estou aqui manifestando a minha insatisfação, o meu protesto como prefeito e cidadão que pouquíssimas pessoas possam interditar as avenidas, queimar pneus, depredar ônibus, com atos de violência. Não é razoável que isso aconteça em nome do direito de se manifestar”, disse o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM).

Ele ressaltou, porém, ser favorável ao direito de se manifestar, “mas não de forma violenta”.

A Superintendência de Trânsito e Transporte de Salvador estimou que dos 315 km de trânsito monitorados na cidade, houve congestionamento em 131 km.

Na estação rodoviária, cerca de 200 viagens de ônibus foram canceladas durante a manhã, em decorrência da adesão dos rodoviários ao movimento.

No Rio, multidão se aglomera na região central em protesto contra a reforma

Na cidade do Rio de Janeiro, uma multidão se aglomera ao redor da igreja da Candelária, na região central da cidade, no fim do período da tarde desta sexta-feira, 14, em protesto contra a reforma da Previdência. Inicialmente, as lideranças sindicais discursaram com críticas à reforma e outras iniciativas do governo do presidente da República, Jair Bolsonaro.

O grupo planeja seguir em caminhada pela avenida Presidente Vargas até a estação Central do Brasil.

As pistas da avenida Presidente Vargas no sentido igreja da Candelária estão interditadas pela multidão.

O trânsito também está impedido na avenida Rio Branco, a partir do cruzamento com a Presidente Vargas, em direção à Cinelândia.

Dezenas de policiais militares acompanham o ato, que é pacífico. Ainda não há estimativa de público.

Mercedez-Benz diz que funcionários foram impedidos de entrar em fábrica no ABC

A Mercedez-Benz afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que os funcionários de sua fábrica em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, foram impedidos de entrar na unidade.

“Nossa produção é interrompida em um momento importante de recuperação do mercado brasileiro. Esse movimento provoca prejuízos à nossa empresa e aos nossos colaboradores”, disse a montadora.

Segundo o Sindicato de Metalúrgicos do ABC, a greve teve 100% de adesão dos trabalhadores da fábrica nesta sexta-feira, 14.

Com informações do Estadão Conteúdo. 


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