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Pressionado, Pazuello deve apresentar plano de distribuição de vacina nesta quarta

O compromisso feito por Pazuello é mostrar como será feita a distribuição das doses em todo o território nacional

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Ricardo Della Coletta e Renato Machado
Brasília, DF

Governadores que se reuniram com o ministro Eduardo Pazuello (Saúde) disseram que o governo federal deve apresentar nesta quarta-feira (9) um plano logístico para a vacinação da população contra a Covid-19.

O compromisso feito por Pazuello é mostrar como será feita a distribuição das doses em todo o território nacional.

Segundo relatos feitos à reportagem, a ideia é que o ministro detalhe os preparativos para a compra de seringas e de ultrarrefrigeradores, necessários para o armazenamento de imunizantes como o da Pfizer e da Modern em temperaturas baixíssimas.

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O ministro sinalizou que faria o anúncio durante uma tensa reunião com governadores. Seis chefes de governo estadual compareceram ao Palácio do Planalto, onde ocorreu o encontro, enquanto os representantes das demais unidades da federação acompanharam a reunião por teleconferência.

Na reunião, Pazuello bateu boca com João Doria sobre a falta de interesse do governo federal na Coronavac, o imunizante chinês que será produzido no Brasil pelo Instituto Butantan. O governador paulista e o presidente, que são rivais políticos, travam uma disputa política em torno da pandemia e têm posições opostas sobre a adoção de medidas de distanciamento social, uso de máscaras e obrigatoriedade da vacina.

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Após a reunião, o Ministério da Saúde divulgou uma nota informando que o planejamento da distribuição das vacinas já foi elaborado e que ele será “apresentado em breve”.

Na chegada ao encontro, realizado um dia depois de Doria anunciar um cronograma de vacinação em São Paulo a partir de janeiro, os governadores cobraram um plano nacional de imunização do governo federal. A preocupação deles é que um programa de vacinação paralelo, levado adiante por um único estado, gere desorganização e falta de acesso a doses por outras unidades da federação.

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“O governo federal deverá liderar o processo de imunização. O Ministério da Saúde deve exercer a liderança nesse processo. Segundo [ponto]: não deve haver distinção de vacina. Todas as que estejam habilitadas para uso devem ser adquiridas. A população brasileira tem pressa em se vacinar e se proteger”, disse o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB). Ele disse que Pazuello confirmou que faria o anúncio nesta quarta.

“O ministro deverá vir a público para informar a sociedade a respeito desse cronograma e, acima de tudo, das garantias a todos os brasileiros de que nenhum estado ficará sem o suporte ou a cobertura da vacina contra a Covid”, afirmou.

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Além de Barbalho e Dias, participaram presencialmente do encontro desta terça no Planalto os governadores Paulo Câmara (PSB-PE), Fátima Bezerra (PT-RN), Gladson Cameli (PP-AC) e Ronaldo Caiado (DEM-GO).

Wellington Dias (PT), governador do Piauí, disse que o governo federal afirmou que está organizando a logística necessária para a distribuição das vacinas, incluindo a contratação de aeronaves. “[É] garantia de compras de seringas, EPIS [Equipamento de Proteção Individual], agulha, de tudo o que é necessário e, ao mesmo tempo, a garantia de que fará a distribuição para todas as 27 unidades da federação.”

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Na reunião, Pazuello, afirmou que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) deve demorar 60 dias para aprovar o uso de qualquer vacina contra a Covid-19. Pazuello não especificou se falava da análise para uso emergencial, que é restrito apenas a alguns grupos como profissionais de saúde, ou sobre o registro definitivo da vacina.

O ministro falava especificamente do imunizante da AstraZeneca/Universidade de Oxford. O governo federal aprovou um gasto de R$ 1,9 bilhão para a importação e produção local da vacina na Fiocruz.

Com isso, quis justificar o prazo dado pelo governo para o início da campanha de inoculação, em março de 2021. Disse que os ensaios da fase 3 da vacina, que estão sendo refeitos devido a um erro de dosagem na análise preliminar, devem estar concluídos até o fim deste mês.

“Aí a Anvisa, dentro de sua responsabilidade, vai precisar um tempo. Gira próximo a 60 dias para aprovar”, disse o ministro. Ele acrescentou depois que o prazo valia “para qualquer vacina”.

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No Reino Unido, o fármaco da Pfizer começou a ser usado em regime de emergência nesta terça (8), menos de um mês após ter seus estudos protocolados na agência de vigilância local.

Ao final do encontro, os governadores disseram que Pazuello se comprometeu a adquirir qualquer vacina certificada pela Anvisa, inclusive a Coronavac. Eles argumentaram ainda que, apesar do prazo de 60 dias dado por Pazuello, pode haver autorizações emergenciais mais céleres caso os imunizantes sejam reconhecidos seguros por autoridades sanitárias de outros países.

A lei brasileira permite que a Anvisa encurte prazos de análise caso a vacina tenha obtido sinal verde das agências sanitárias de Estados Unidos, União Europeia, Japão ou China.

As informações são da Folhapress




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