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PF cumpre mandado contra 37 pessoas por contrabando de cigarros

Cigarros vêm de Salto del Guairá, cidade do Paraguai, que faz fronteira com cidades do Paraná

Willian Matos

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Willian Matos
redacao@grupojbr.com

A Polícia Federal vai às ruas do Paraná e do Mato Grosso do Sul nesta terça-feira (11) para prender 37 pessoas envolvidas em contrabando de cigarros do Paraguai. A Operação Contorno Norte mobiliza cerca de 80 policiais para cumprir 20 mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão.

Os integrantes da organização criminosa especializada no contrabando estão espalhados pelas cidades de Nova Esperança-PR, Guaíra-PR, Umuarama-PR, Alto Paraíso-PR e Mundo Novo-MS. As contas bancárias deles foram bloqueadas após deferimento da Justiça, e eles perderam os bens imóveis e tiveram os veículos apreendidos.

Até chegar nos mandados cumpridos nesta terça (11), muito se fez nesta operação. As investigações começaram em maio de 2016, quando uma carreta carregada com cigarros contrabandeados bateu em um carro no Contorno Norte de Maringá-PR. No veículo pequeno, estava um casal e uma criança. Uma mulher foi a óbito.

Após a colisão, a Polícia começou a apurar de onde vinham os cigarros e identificou uma organização criminosa responsável pelo transporte da carga. Os produtos vinham de Salto del Guairá, no Paraguai. Uma rede de funcionários que atuavam como barqueiros, motoristas, carregadores e olheiros era mobilizada nas operações. O grupo chegou a utilizar 6.700 linhas telefônicas cadastradas em nome de terceiros para despistar as autoridades.

Números

De 2016 para cá, a Operação Contorno Norte já prendeu 204 pessoas, realizou 130 flagrantes de contrabando, apreendeu 216 veículos, entre caminhões e carros de passeio que eram utilizados nos crimes. Também foram apreendidas cerca de 105 mil caixas de cigarros, o equivalente a 52 milhões de maços, avaliados em R$ 250 milhões pela Receita Federal, gerando aproximadamente R$ 360 milhões em tributos e multas.

A PF verificou, ainda, que grande parte das carretas usadas no contrabando eram oriundas de furtos e/ou roubos e tinham as placas clonadas posteriormente.

Os presos responderão pelos crimes de organização criminosa, contrabando, receptação qualificada, adulteração de sinal identificador de veículo automotor, falsidade ideológica e corrupção ativa. Por conta do acidente ocorrido em 2016, que deixou uma vítima fatal, os envolvidos responderão por homicídio culposo, lesão corporal culposa, abandono do local do acidente e favorecimento pessoal.


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