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Para diretor-presidente, Anvisa não pode estar “contaminada por guerra política

“Ela existe, mas tem que ficar do lado de fora do muro. Não somos comentaristas nem analistas políticos”, complementou

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Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
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Durante coletiva de imprensa na tarde desta terça-feira (10) o diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres, afirmou que a agência reguladora tem como compromisso trazer a segurança das vacinas que estão sendo desenvolvidas contra a covid-19, afirmando que não é uma “brincadeira de criança”.

“O Brasil não precisa de uma Anvisa contaminada por guerra política”, disse. “Ela existe, mas tem que ficar do lado de fora do muro. Não somos comentaristas nem analistas políticos”, complementou.

Torres também afirmou que a agência não tem parceria com nenhum desenvolvedor ou laboratório. “A Anvisa não é parceira de nenhum desenvolvedor, de nenhum laboratório, de nenhum instituto. Não somos parceiros”, disse Torres.

Segundo Torres, a decisão de suspender os testes da vacina Coronavac, produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantã para combater a covid-19, foi técnica. Segundo ele, as informações sobre um “evento adverso grave” com um dos pacientes enviadas pelo instituto eram incompletas e, de acordo com o protocolo da agência, a regra prevê determinar a paralisação imediata nestes casos. A decisão provocou um mal-estar entre a agência federal e o governo de São Paulo, comandada por João Doria, adversário político do presidente Jair Bolsonaro.

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“As informações foram consideradas incompletas, insuficientes para que continuasse permitindo o procedimento vacinal”, disse Barra Torres.” Quando temos eventos adversos não esperados, a sequência de eventos é uma só: interrupção dos estudos. A responsabilidade é nossa, de atestar a segurança de uma vacina e sua eficácia. Que outra decisão é possível diante de um evento adverso grave não esperado e com informações incompletas? O protocolo manda que seja feita a interrupção do teste”, afirmou o diretor, que é almirante e assumiu o cargo por indicação de Bolsonaro.




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