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Operação Triumphus: desarticulado grupo criminoso que atuava em presídios de RR

Vinte e nove crimes anteriores cometidos no Brasil seriam de responsabilidade desses integrantes, dentre homicídios, latrocínios, sequestro e tráfico de drogas

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Na manhã desta sexta-feira (24) a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Roraima (FICCO/RR), coordenada pela Polícia Federal e integrada pelas polícias Civil e Militar e pelas secretarias da Justiça e Cidadania e da Segurança Pública de Roraima deflagrou a operação Triumphus, que buscou desarticular uma célula de organização criminosa atuante dentro e fora de presídios. 

O grupo tem como composição majoritária de estrangeiros. Mais de 50 policiais, entre Federais, Civis, Militares e Penais do estado de Roraima, cumprem 18 mandados de prisão preventiva, em Boa Vista e um em Campo Grande/MS. Os mandados foram expedidos pela Vara de Entorpecentes e Organizações Criminosas da Justiça do Estado de Roraima, após representação da autoridade policial e parecer favorável do Ministério Público Estadual.

Os alvos das medidas, todos venezuelanos, são suspeitos de integrar uma facção criminosa brasileira, de forma que parte deles já teriam funções de liderança específicas identificadas dentro da organização, tais como a de coordenar um “tribunal do crime”, de gerenciar pontos de vendas de drogas ou a da guarda de armas e munições para o grupo.

Vinte e nove crimes anteriores cometidos no Brasil seriam de responsabilidade desses integrantes, dentre homicídios, latrocínios, sequestro e tráfico de drogas. Dentre estes, destacam-se o sequestro e tentativa de homicídio de um jovem com facadas na cabeça em Boa Vista (RR), em março de 2018, da morte de um indígena a pedradas em Pacaraima (RR) em novembro do mesmo ano e de um latrocínio a um comerciante que teria acolhido o suspeito, na noite de natal de 2016. Além disso, dos 19 suspeitos, aos menos 12 teriam passagem também pelo sistema prisional venezuelano, conforme informações obtidas pela investigação.

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Vários dos indícios acerca da conduta dos suspeitos, bem como das referências a passagens em prisões da Venezuela, foram confirmados através da análise de documentos arrecadados em revistas realizadas nos presídios do estado por policiais da PMRR, por agentes da Divisão de Captura da Secretaria de Justiça de Roraima e do Grupo de Intervenção Penitenciário (GIT)estadual.




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