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No Brasil, uma mulher é agredida por um homem a cada quatro minutos

Em 2018, foram registrados mais de 145 mil casos de violência de vários tipos. Na maioria das vezes, agressor é uma pessoa próxima

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em

Willian Matos 
redacao@grupojbr.com

No Brasil, a cada quatro minutos, uma mulher é agredida por um homem. O levantamento é do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde. Os números são referentes a vítimas que sobrevivem às agressões e não inclui pessoas que foram mortas.

Em 2018, foram registrados mais de 145 mil casos de violência de diversos tipos — física, sexual, psicológica, entre outros. De 2014 até o ano passado, foram cerca de 1,4 milhão de ocorrências.

No período, os registros de violência sexual, por exemplo, aumentaram 53%. A cada 10 vítimas, sete são crianças e adolescentes (até 19 anos). Em 2018, 3.837 casos de estupros coletivos (cometidos por mais de um autor) a mulheres foram registrados.

Em quase todos os casos de violência, o agressor é uma pessoa próxima. Dados do Sinan de 2018 dão conta que, em 36% das ocorrências, o suspeito é cônjuge da vítima; em 14%, é ex-cônjuge. 70% dos casos acontecem em casa.

Os dados foram obtidos pelo jornal Folha de S.Paulo, por meio da Lei de Acesso à Informação. Não há indicação se os casos têm mesmo crescido, ou se as denúncias é que passaram a ser mais frequentes. No Distrito Federal, é possível citar o exemplo das vítimas de Marinésio Olinto, 41, assassino confesso de duas mulheres. Num primeiro momento, ele era tratado como um simples pai de família, cozinheiro, trabalhador que não tinha antecedentes criminais. Contudo, depois da morte de Letícia Curado Sousa Melo, 26, vir à tona, diversas mulheres denunciaram o homem por violência física e sexual. Há casos que aconteceram há anos, mas não eram denunciados.


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