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Não se pode cogitar postergar análise de vacina por questões políticas, diz presidente da Anvisa

Nos últimos dias, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem defendido que não comprará a vacina chinesa, em referência à Coronavac

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Natália Cancian
Brasília, DF

Em meio a uma disputa política no país em torno das vacinas em desenvolvimento contra a Covid-19, o diretor-presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Antonio Barra Torres, negou que a agência possa postergar o aval a alguns imunizantes, como a Coronavac, por causa de pressões do governo.

“Isso está previsto no Código Penal em algum lugar. Se estamos concebendo a possibilidade de alguém daqui de dentro, intencionalmente, procrastinar, postergar ou realizar qualquer impedimento para que um medicamento salve vidas… Eu jamais vou poder cogitar isso. E, se eu tomar conhecimento, tomarei todas as medidas cabíveis.”

Em entrevista à Folha, Barra diz ainda que a origem da vacina não terá relevância na análise da agência, que ocorre de forma técnica.

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Nos últimos dias, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem defendido que não comprará a vacina chinesa, em referência à Coronavac, que está em desenvolvimento pela empresa chinesa Sinovac e será produzida no Brasil pelo Instituto Butantan, ligado ao governo paulista. Nesta quinta (22), ele afirmou que não acredita que ela transmita segurança “pela sua origem”.

Embora evite contrapor o presidente de forma direta, Barra, que é próximo de Bolsonaro, lembra que a maior parte das vacinas e dos medicamentos tem componentes de diversos países.

Nesta quinta-feira (22), após a entrevista de Barra à Folha, o diretor do Butantan, Dimas Covas, acusou a Anvisa de atrasar a análise da liberação da importação de matéria-prima usada para fabricação da vacina Coronavac. Em nota, a agência informou que o pedido está em análise e que uma decisão é prevista em até cinco dias.

As informações são da FolhaPress

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