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“Não podemos jogar o dinheiro do povo no ralo” diz Pazuello sobre compra de vacinas

Ministro da Saúde disse durante coletiva que comprou 100 milhões de doses do Butantan

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Guilherme Gomes
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O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, concedeu entrevista coletiva, nesta quinta-feira (7), às 16h, no Palácio do Planalto, para esclarecer dúvidas sobre a MP das vacinas contra a Covid-19. Também participam da coletiva o secretário-executivo da pasta, Elcio Franco, o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, e o secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos, Hélio Angotti Neto.

Publicada na noite desta quarta-feira (6), em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), a medida provisória permite ao poder público a compra de insumos e vacinas contra a Covid-19 sem o processo de licitação e antes da autorização para uso emergencial pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A entrevista coletiva teve um atraso de 30 minutos, Pazuello pediu desculpas e agradeceu a cada profissional de imprensa pela compreensão. “Peço desculpas pelo atraso, a agenda está apertada”, disse o ministro.

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Antes das perguntas dos jornalistas, Pazuello reforçou a importância do Sistema Único de Saúde (SUS) e exaltou o número de recuperados do vírus. “É o maior sistema público de saúde do mundo, graças a ele chegamos nos menores municípios com medicamentos e apoio a população […] graças aos profissionais de saúde temos mais de 7 milhões de brasileiros recuperados da covid-19”, afirmou.

Medida provisória das vacinas contra a Covid-19

O ministro Pazuello ressaltou que algumas coisas precisavam de explicações porque, segundo ele, “a gente repete, repete e as notícias saem distorcidas”.

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Pazuello lembrou que a ideia é o Brasil se tornar auto suficiente com o melhor investimento possível. O chefe da saúde disse que o país fez a “aquisição de 100 milhões de doses fabricadas para o primeiro trimestre”. Afirmou ainda que, por meio de uma encomenda tecnológica com a AstraZeneca, “Passamos a produzir 20 milhões doses por mês após a encomenda tecnológica que fizemos, vacinas totalmente brasileiras”.

Sobre o mal relacionamento com o Instituto Butantan, Pazuello afirmou que contratos foram fechados após a publicação da MP. “Nunca abandonamos as negociações com o Butantan, ela vem em paralelo. Hoje assinamos o contrato para a entrega das primeiras 46 milhões de doses até abril e mais 54 milhões até o final do ano, duas doses por pessoa”, disse Pazuello.

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Pazuello também falou do imunizante da Moderna, o ministro ressaltou que a dose dessa vacina vale 37 dólares, duas por pessoa, com previsão de entrega para outubro de 2021. “É Brasil, ou produz vacina ou não tem”, disse Pazuello.

“Todo dia a imprensa fala que o Brasil está atrasado. O mundo ainda não vacinou o efetivo do Rio de Janeiro, o mundo ainda não tem registro definitivo de vacina, só autorização de uso emergencial”, disse Pazuello sobre a imprensa.

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De acordo com o Pazuello, 3 vacinas estão sendo produzidas no Brasil. A vacinas indianas e chinesas são observadas de acordo com os testes de eficácia, que segundo o ministro, estão atrasadas.

Data de vacinação contra o Coronavírus

Pazuello deu alguns períodos para a imprensa, levando em consideração o uso emergencial e registro.  De acordo com o ministro, a melhor hipótese é começar a vacinação no início de fevereiro.

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O chefe da saúde lembrou que tudo tem que estar de acordo, como o registro da Anvisa, o uso emergencial e aquisição de vacinas .




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