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Brasil

MPF e PF investigam esquema de fraude no Tribunal de Justiça de MG

Desembargador estaria recebendo dinheiro para intervir em julgamentos e em outras ações. Líder do grupo criminoso seria um advogado que também estaria recebendo valores indevidos

Willian Matos

Publicado

em

Foto: Renata Caldeira/TJMG
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O Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal realizam nesta quarta-feira (18) uma operação que investiga um esquema criminoso no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG). Segundo as apurações, um desembargador e um advogado são os principais operadores das ações ilegais.

O desembargador em questão, cujo nome não foi revelado, estaria recebendo dinheiro para realizar ações de interesse dos envolvidos no esquema. O suspeito estaria adiando julgamento de processos e pedindo interferência em demandas junto ao Executivo, por exemplo. As investigações apontam que houve até uma solicitação de reajuste salarial para uma sobrinha dele.

O principal operador do grupo criminoso seria um advogado. As apurações do MPF apontam que há contratos superfaturados que beneficiam o jurista.

Como provas, a subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo aponta trocas de mensagens entre os envolvidos que evidenciam o esquema ilegal.

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Nesta quarta (18), são cumpridos 12 mandados de busca e apreensão. Ao todo, são sete os investigados até o momento. Três fatos mencionados nas investigações passarão a ser apurados na primeira instância da Justiça Estadual.

 




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