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Ministério Público do Rio prende mais um suspeito de fraude na compra de respiradores

Empresa de suspeito vendeu 300 dos 1.000 respiradores comprados pelo governo estadual e que, segundo a investigação, foram superfaturados

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Foto: Divulgação
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Mais um acusado de participar do suposto esquema de fraude na compra de respiradores foi preso no Rio nesta manhã. Dono da empresa ARC Fontoura, Maurício Fontoura foi alvo de prisão preventiva e se junta aos outros quatro presos na semana passada pelos investigadores, no âmbito da operação Mercadores do Caos.

Fontoura já havia sido alvo de mandado de busca e apreensão na primeira fase da operação. A empresa dele vendeu 300 dos 1.000 respiradores comprados pelo governo estadual e que, segundo a investigação, foram superfaturados.

Antes, já haviam sido presos a sócia de Maurício, Cinthya Silva Neumann; o ex-subsecretário de Saúde do Rio, Gabriell Neves; o então subsecretário, Gustavo Borges; e o empresário Aurino Filho, dono da empresa de informática A2A, uma das que ganharam contrato para fornecer os equipamentos durante a pandemia de coronavírus.

Em entrevista coletiva dada nesta terça-feira, 12, para comentar as suspeitas de irregularidades nos contratos, o secretário estadual de Saúde, Edmar Santos, disse que montou uma força-tarefa para analisar os documentos e classificou como “equívoco” a nomeação de Gabriell Neves para sua gestão.

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“É muito fácil olhar para trás e agora entender que a colocação do doutor Gabriell na função foi um equívoco”, apontou. “Se olhasse naquele momento, era uma pessoa formada em Direito, já tinha sido gestor público, não pairavam sobre ele processos anteriores pelo exercício da função dele como secretário ou subsecretário. Gabriell à época possuía as qualificações técnicas.”

Os indícios de irregularidades no fornecimento de respiradores começaram a aparecer por meio de reportagem do Blog do Berta, cujo trabalho tem como foco a cobertura da administração pública do Rio.

Nesta manhã, além da prisão de Fontoura, o MP, em parceria com a Polícia Civil, também cumpriu um mandado de busca e apreensão em Piraí, no Sul fluminense.

Estadão Conteúdo

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