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Ministério da Saúde aponta queda de 37% nos transplantes no Brasil durante a pandemia

Os dados da pasta também mostram que havia 46.181 pacientes na fila aguardando um órgão no país, até o dia 31 de julho

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Renato Machado
Brasília, DF

Números do Ministério da Saúde apontam uma queda de 37% nos transplantes realizados no Brasil entre janeiro e julho de 2020, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (24), quando também foi lançada a campanha nacional anual de doação de órgãos, que terá o tema “Doe órgãos: a vida precisa continuar”.

Reportagem do jornal Folha de S.Paulo há 10 dias mostrou a tendência de queda nos transplantes durante a pandemia da Covid-19. A comparação usada na reportagem abrangeu o período entre janeiro e junho –não contabilizou julho, portanto.

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A reportagem mostrou uma diminuição de 32% no total de transplantes. Além disso, também foi mostrado que houve um aumento de mortes de 34% dentre as pessoas que aguardavam um órgão transplantado.

Além disso, a reportagem mostrou que, no período entre abril e junho, houve redução de 61% nos procedimentos, em comparação com os três primeiros meses do ano. Com isso, houve um aumento de 44,5% nas mortes de pacientes cadastrados na fila de espera entre os dois períodos em todo o país.

Segundo os números apresentados pelo Ministério da Saúde, foram realizados de janeiro a julho deste ano um total de 9.952 operações de transplante no país. No mesmo período de 2019, foram 15.827.

O período na redução dos transplantes praticamente coincide com a pandemia do novo coronavírus no Brasil onde o primeiro caso confirmado da doença foi registrado no final de fevereiro. A pasta atribui a queda nos procedimentos à pandemia, citando, entre outros fatores, a redução nos voos comerciais para transportar os órgãos.

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Desde o início da pandemia, 138.977 pessoas morreram em decorrência da Covid-19 no Brasil.

“Mesmo no período da pandemia, não perdemos a nossa força. No período,realizamos quase 10 mil transplantes. Em vigência da pandemia nós tivemos uma redução da taxa de recusa familiar. Ano passado foi de 39.9% e esse ano teve uma redução para 37.2%”, afirma Daniela Salomão, coordenadora do Sistema Nacional de Transplantes.

O balanço mostra que os transplantes de medula óssea tiveram redução de 25,8% nos primeiros sete meses do ano – passaram de 2.130 para 1.580.

Em relação aos procedimentos de transplantes de coração, houve redução de 25,1%, caindo de 231 no mesmo período de 2019 para 173.

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Além da queda nas cirurgias de transplantes, os números da Saúde também mostram uma queda de 8,4% no total de doadores nos primeiros sete meses do ano. Foram 5.922 doadores, ante 6.466 entre janeiro e julho do ano passado.

Os dados da pasta também mostram que havia 46.181 pacientes na fila aguardando um órgão no país, até o dia 31 de julho.

Durante o evento, foram homenageadas pessoas que doaram os órgãos de seus parentes que faleceram. Uma das pessoas que receberam a homenagem foi Maria do Céu Moraes, mão do apresentador Gugu Liberato, morto em novembro do ano passado.

O secretário de Saúde do estado da Paraíba, Geraldo Almeida, também recebeu homenagem, por seus esforços na pasta e também pela doação dos órgãos de seu filho, após a morte do jovem.

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O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, também recebeu no evento a medalha 1ª Tenente Enfermeira Virgínia Leite, concedida pela Abrasci (Academia Brasileira de Ciências, Artes, História e Literatura), por suas ações durante a pandemia do novo coronavírus.

As informação são da FolhaPress




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