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Militar vai comandar unidade de combate a incêndios florestais do Ibama

O capitão dos bombeiros do Distrito Federal Antônio Pedro Diel Bastos de Souza deverá ser nomeado para a chefia do Prevfogo

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Renato Machado 
Brasília, DF

O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) vai nomear um capitão do corpo de bombeiros para o comando da sua unidade responsável pelo combate a incêndios ambientais, em substituição a um servidor de carreira do órgão.

O capitão dos bombeiros do Distrito Federal Antônio Pedro Diel Bastos de Souza deverá ser nomeado para a chefia do Prevfogo (Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais).

Procurado pela reportagem, o Ibama ainda não se manifestou sobre a mudança no comando da unidade. No entanto, em um despacho publicado no Diário Oficial do Distrito Federal, no dia 19 deste mês, o chefe da Casa Militar do DF, coronel Danilo Oliveira Nunes, autorizou a liberação do capitão para ocupar o órgão.

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“Autorizo (…) a cessão do Cap.QOBM/Comb Antônio Pedro Diel Bastos de Souza (…) para exercer o cargo Símbolo DAS-101.3, de Chefe do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais –Prevfogo, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, função de natureza civil (…)”, afirma o texto do despacho.

O capitão vai substituir Gab riel Constantino Zacharias, servidor de carreira do Ibama e que atua no Prevfogo desde 2005. Zacharias assumiu a chefia da unidade há cinco anos.

A mudança no comando do Prevfogo vai se dar em meio à temporada das queimadas na Amazônia e no Pantanal.

Nos primeiros seis meses de 2020, as queimadas no Pantanal atingiram o maior número já registrado na série histórica do Programa Queimadas, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

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Foram 2.534 focos de incêndio entre janeiro e junho, um aumento de 158% em relação ao mesmo intervalor de tempo de 2019 (981), ano que os incêndios no bioma já haviam sido muito superior ao de períodos anteriores.

Situação semelhante foi registrada na Amazônia, que apresentou o maior número de queimadas no início do período de secas.

O avanço dos incêndios nos biomas se deu mesmo com o anúncio da “moratória do fogo”, pelo ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, que proibiu incêndios nos biomas.

Na semana passada, o ministro Salles já havia exonerado o coronel da Polícia Militar de São Paulo Homero Cerqueira, da presidência do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), órgão responsável pela gestão de 334 unidades de conservação federais.

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O jornal Folha de S.Paulo publicou que Salles não gostou de uma série de palestras online de Cerqueira e da distribuição de medalhas a servidores para marcar os 13 anos de fundação do ICMBio, criado no governo Lula (PT).

Entre os convidados para palestrar está o psiquiatra Augusto Cury. Salles teria considerado que se tratava de autopromoção.

As informações são da FolhaPress




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