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‘Mais uma vida negra perdida’, lamenta Hamilton sobre a morte de João Alberto

“Estou enviando meus sentimentos e orações para você, Brasil. Descanse em paz, João Alberto Silveira Freitas”

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Heptacampeão da F-1, o britânico Lewis Hamilton compartilhou uma mensagem sobre João Alberto Silveira Freitas, conhecido como Beto Freitas, homem negro espancado até a morte em um supermercado Carrefour de Porto Alegre (RS) na noite da última quinta-feira (19).

“Devastado por ouvir essa notícia, outra vida negra perdida mais uma vez. Ainda acontece e temos que lutar para impedir que continue. Mando meus pensamentos e preces para você, Brasil. Descanse em paz, João Alberto Silveira Freitas”, escreveu o piloto de 35 anos em uma publicação no stories do Instagram.

Hamilton tem sido um dos principais protagonistas dos movimentos antirracistas no esporte mundial. Participou, inclusive, de protestos nas ruas após a morte de George Floyd, nos Estados Unidos.

Nas pistas, mais de uma vez carregou em suas roupas e levou ao pódio da F-1 mensagens como “vidas negras importam” ou “prendam os policiais que mataram Breonna Taylor”, em referência à jovem negra alvejada em sua própria casa nos EUA.

Também fez o famoso gesto dos Pantera Negra, com o punho fechado e o braço erguido, e também homenageou o ator Chadwick Boseman após sua morte.

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O assassinato de Beto Freitas aconteceu na noite anterior ao Dia da Consciência Negra no Brasil e causou revolta por todo o país.
Em diversas cidades, manifestantes foram as ruas contra o morticínio da população negra, e lojas da rede Carrefour foram atacadas.

O corpo de Beto Freitas foi velado neste sábado (21) com a aliança de seu casamento, que estava marcado para dezembro, e uma bandeira do São José, clube de futebol do Rio Grande do Sul para o qual ele torcia.

Comoção em todo Brasil

Frase ‘Vidas Pretas Importam’ é pintada na avenida Paulista, em SP

A avenida Paulista amanheceu neste sábado (21) com a frase “Vidas pretas importam” estampada em seu asfalto.
A pintura em frente ao Masp foi motivada pelo assassinato de João Alberto Silveira Freitas, 40, espancado e morto na noite de quinta-feira (19) por dois seguranças de uma unidade do supermercado Carrefour em Porto Alegre.

A obra, que terminou por volta das 5h da manhã deste sábado e contou com apoio de funcionários da CET (Companhia de Engenharia e Tráfego), foi coordenada e realizada pelo Coletivo Arte 1, que reúne artistas de vários segmentos.

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Até as 9h40 deste sábado (21), três faixas da via continuavam interditadas para a secagem da pintura, segundo informou a CET. Apenas a última faixa da direita no sentido Consolação foi liberada. A Prefeitura de São Paulo informou, via Secretaria Municipal de Cultura, que a frase foi escrita coletivamente por artistas e produtores atuantes na cidade, entre eles: Pagú, Mauro Veracidade, Dino, Kaur, Vera Santana, Fernanda Bueno, Opni, Imargem, Local Studio, Cooletivo, Marcos Visuarte, Os de sempre, Sustos, A vida no centro, Studio Curva e voluntários.

A Guarda Civil Metropolitana (GCM) e a Polícia Militar também colaboraram para a intervenção artística, com o bloqueio das vias e a segurança dos artistas.

Em várias capitais no país, protestos antirracistas marcaram o Dia da Consciência Negra (20), celebrado na última sexta-feira. Em São Paulo, lideranças negras realizaram a 17ª Marcha da Consciência Negra, que teve início em frente ao Masp e seguiu em direção a uma unidade do Carrefour, localizada na rua Pamplona.

O grupo desceu a rua gritando “Justiça”, “Carrefour assassino”, “Racistas, fascistas não passarão”. Alguns gritavam também “Fora Covas” e “Fora Doria”. Às 18h45, o carro com representantes de entidades negras e os manifestantes chegaram em frente à loja. Alguns manifestantes começaram a atirar pedras contra a loja, que fechou as portas.

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Quando iniciou a depredação, o carro com os representantes das entidades negras ameaçaram deixar o local.

Em Porto Alegre, o protesto reuniu milhares de pessoas na noite da sexta-feira, em frente ao mercado.

O ato se iniciou às 18h e, por volta das 19h, se dispersou. Manifestantes abriram as grades do estacionamento do Carrefour e chegaram a colocar fogo em canteiros do estabelecimento.

Em Curitiba e no Rio de Janeiro, unidades da rede apareceram com pichações e tiveram as suas portas fechadas.
Até o momento, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não se pronunciou sobre o caso. O vice-presidente, Hamilton Mourão, lamentou o espancamento, mas disse não considerar que o episódio tenha sido provocado por racismo, e que “no Brasil não existe racismo.”

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Em Brasília também ouve manifestações na noite desta sexta (20) em frente a uma filial do Carrefour na capital federal.

A Polícia Militar agiu rápido para evitar a depredação da loja, cerca de 100 manifestantes participaram da ação.

Veja os vídeos:




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