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Brasil

Lava Jato apura esquema de propina e cumpre mandado contra Wassef

Escritórios teriam cometido desvios entre 2012 e 2018 de cerca de R$ 355 milhões dos órgãos Sesc, Senac e Fecomércio do Rio

Willian Matos

Publicado

em

Foto: Reprodução
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Uma nova fase da operação Lava Jato apura um suposto esquema de gerenciamento de propinas que estariam sendo repassadas a agentes públicos. Nesta quarta-feira (9), agentes da Polícia Federal cumprem mandados em escritórios de advocacia. Um deles é do advogado Frederick Wassef.

Wassef ficou conhecido nacionalmente em julho, após o ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, ser encontrado em um imóvel pertencente ao advogado, em Atibaia-SP. Queiroz é acusado de comandar esquema de rachadinha no gabinete de Flávio quando ele ainda era deputado estadual no Rio de Janeiro.

Segundo as investigações, os escritórios teriam cometido desvios, entre 2012 e 2018, de cerca de R$ 355 milhões do Serviço Social do Comércio (Sesc-RJ), do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac-RJ) e da Federação do Comércio (Fecomércio-RJ).

Um dos crimes investigados na época era a contratação de “funcionários fantasmas” pelo Sesc e pelo Senac (ligados à Fecomércio). Investiga-se, por exemplo, a admissão de uma chefe de cozinha para o Palácio Guanabara e uma governanta do ex-governador do Rio Sérgio Cabral. Elas recebiam salários pelas entidades.

A operação é realizada em consequência da delação do ex-presidente da Fecomércio  no Rio, Orlando Diniz. Além de Wassef, outro alvo é a advogada Ana Tereza Basílio, acusada por Diniz de coordenar o esquema de propina.

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Além de Ana Tereza, estariam comandando a prática criminosa os seguintes nomes: Marcelo Almeida, Roberto Teixeira, Cristiano Zanin, Fernando Hargreaves, Vladimir Spíndola, Ana Tereza Basílio, José Roberto Sampaio, Eduardo, Martins, Sérgio Cabral e Adriana Ancelmo.




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