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Laudo indica que jovem encontrada em cova rasa no litoral de SP não foi estuprada

A universitária foi encontrada enterrada em uma cova rasa em 6 de julho deste ano, após ter saído na manhã do dia anterior para caminhar entre as praias de Paúba e Maresias, em São Sebastião (191 km de SP)

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ALFREDO HENRIQUE
SÃO PAULO, SP

A estudante de veterinária Julia Rosenberg Pearson, 21 anos, não foi estuprada com conjunção carnal, de acordo com o laudo pericial divulgado nesta semana. O documento confirmou a presença do DNA de um suspeito de assassinar a jovem.

A universitária foi encontrada enterrada em uma cova rasa em 6 de julho deste ano, após ter saído na manhã do dia anterior para caminhar entre as praias de Paúba e Maresias, em São Sebastião (191 km de SP).

“O laudo descarta conjunção carnal, ou seja, não há presença de material biológico de terceiro nas partes íntimas da vítima”, explicou à reportagem, nesta sexta-feira (6), o delegado Alexandre Bertolini, titular do 2º DP de São Sebastião. Apesar disso, o policial disse ainda que a delegacia investiga se a estudante foi vítima “de outros atos libidinosos”, que mesmo sem conjunção carnal podem configurar estupro. O suspeito preso será intimado para prestar depoimento na semana que vem para esclarecer o que de fato teria acontecido antes da morte da estudante.

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Um homem de 38 anos é apontado pela polícia como o provável suspeito de matar Julia. Ele está preso desde 22 de setembro em decorrência de um crime sexual ocorrido também em São Sebastião, perto da praia de Maresias. A unidade carcerária onde ele está detido, porém, não foi informada. No dia de sua prisão, o suspeito autorizou policiais a colherem seu material genético para futura confrontação,

Após a conclusão do laudo, foi constatado que o material cedido pelo suspeito é compatível com o que foi coletado pela polícia no local do crime. “O material genético do agressor foi coletado no pano que estava na boca da Julia, no cinto utilizado para enforcá-la e em uma fivela de cinto, além da faca encontrada próxima ao local, sendo que havia material genético da vítima e do agressor, o que comprova que a faca foi utilizada por ele para coagir a vítima”, acrescentou o delegado.

O policial disse ainda que não foi encontrado sêmen ou sangue na roupa ou corpo da vítima, incluindo em uma mancha identificada na calça usada pela estudante quando seu corpo foi encontrado.

Segundo a SSP (Secretaria da Segurança Pública), gestão João Doria (PSDB), um retrato falado feito pelo DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa) ajudou na identificação do suspeito. “A partir da comparação de DNA de um dos suspeitos, reconhecido após um retrato falado elaborado pelo laboratório de arte forense do DHPP, foi confirmado a participação dele no crime”, diz trecho de nota.

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O caso

A estudante de veterinária Julia Rosenberg Pearson desapareceu na manhã de 5 de julho, quando saiu para fazer uma caminhada entre as praias de Paúba e Maresias. Seu corpo foi encontrado no dia seguinte em uma cova rasa.
Moradora na capital paulista, ela estava no litoral junto com parentes desde o início da pandemia da Covid-19, onde fazia a quarentena.

O corpo dela foi encontrado por um morador da região e por PMs que faziam buscas pela jovem. Ela estava coberta por folhas, perto de uma antena de transmissão de telefonia móvel, de acordo com boletim de ocorrência.
Ainda de acordo com o documento policial, a perícia constatou sinais de estrangulamento no corpo. Um pedaço de cinto estava em volta do pescoço da jovem e um tecido foi encontrado na boca da vítima.

Na ocasião do crime, um homem de 37 anos foi indicado como suspeito de participar do homicídio da estudante. Porém, um exame de DNA inocentou o homem, que permanece preso, por outro crime, ocorrido em Ilhabela (198 km de SP) três dias após o corpo de Julia ser encontrado.

O advogado de defesa do homem de 37 anos, Daniel Pangard, afirmou nesta quarta (4) à reportagem que seu cliente aguarda um exame de sanidade mental.

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As informações são da FolhaPress




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