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Brasil

Governadores e prefeitos “se viram” e correm atrás de vacina para covid-19

Ministério da Saúde tem demorado a se mobilizar para adquirir um imunizante. Na segunda (8), Doria anunciou que a vacinação em SP começa em janeiro

Willian Matos

Publicado

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Governadores e prefeitos de todo o país têm se mobilizado para adquirir uma vacina contra a covid-19. Isso porque o Ministério da Saúde tem demorado a fechar acordos de compra de algum imunizante. A vacina da Pfizer, aplicada no Reino Unido já nesta terça-feira (8), por exemplo, não deve ser comprada pelo governo federal.

Na segunda-feira (8), o governador de São Paulo, João Doria, anunciou que a população do estado será vacinada a partir do dia 25 de dezembro. Doria disse também que todo cidadão que estiver em território paulista e desejar ser vacinado, será. Confirmou ainda que distribuirá 4 milhões de doses entre os estados que entrarem em contato solicitando o imunizante.

São Paulo usará a vacina chinesa Coronavac, produzida pelo instituto Sinovac Biotech em parceria com o instituto Butantan. O imunizante, porém, ainda não teve resultados de testes sobre eficácia divulgados e ainda depende de registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Quem já se mobilizou

O governador Camilo Santana (PT), do Ceará, escreveu nas redes sociais que conversa com Doria a respeito desde novembro. João Azevêdo (Cidadania), da Paraíba, disse que está se antecipando ao plano do Ministério da Saúde para começar a vacinação “o quanto antes”.

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O secretário da Saúde do Maranhão, Carlos Eduardo Lula, confirmou ao jornal O Estado de S.Paulo que fez tratativas com Doria e que deve receber doses. A Bahia faz cotações de cem freezers especiais para guardar a vacina da Pfizer, inicialmente rejeitada pelo governo federal e que precisa ficar a -70ºC.

O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), afirmou que vai a São Paulo para assinar protocolo de intenções com o Instituto Butantã, parceiro da Sinovac no desenvolvimento da vacina.

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O prefeito Rafael Greca (DEM), de Curitiba, celebrou em vídeo um acordo que garante “reparte de vacinas para os profissionais de Saúde” da cidade no começo do ano.

O consórcio de municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre, que reúne 16 cidades, marcou encontro esta semana em São Paulo. “Esse movimento de descentralização da compra de vacinas não é comum, mas é válido. Não está claro o plano de aquisição de vacinas do governo federal”, disse Natan Katz, secretário de saúde adjunto de Porto Alegre.

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E o governo federal?

O governo Jair Bolsonaro tem apostado na vacina da Universidade de Oxford, que têm parceria com a Fiocruz para a aplicação de 100,4 milhões de doses. São aguardadas ainda doses para 10% da população pela Covax (42,5 milhões de doses), consórcio liderado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), sem previsão.




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