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Fizemos uma abertura precipitada em Belo Horizonte, diz Alexandre Kalil

Kalil, porém, afirmou que não sofreu pressão para reabrir os setores da capital e que a decisão foi técnica

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São Paulo, SP

O prefeito de Belo Horizonte e candidato à reeleição, Alexandre Kalil (PSD), disse que a capital mineira realizou uma “abertura precipitada” durante a pandemia do novo coronavírus e criticou a gestão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

“O problema de Belo Horizonte é que fizemos uma abertura precipitada. Foi um erro e aconteceu o que aconteceu”, disse o candidato em sabatina promovida pela Folha de S.Paulo e pelo UOL, transmitido na manhã desta quarta-feira (7).

Kalil, porém, afirmou que não sofreu pressão para reabrir os setores da capital e que a decisão foi técnica. “Quem fechou a cidade não foi o prefeito, foi o vírus, e três técnicos do mais alto gabarito”, disse às repórteres Amanda Rossi, do UOL, e Fernanda Canofre, da Folha.

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Sobre a forma como a pandemia foi conduzida na cidade, e sobre a situação econômica de Belo Horizonte, Kalil afirmou que não le varia “vidas em suas costas”. “A atitude que eu tomei foi de um pai de família, de um protetor”, disse.

Em relação às críticas sobre a falta de flexibilização para os setores, e a relação entre estado e prefeitura durante a pandemia, ele disse que “não quer bater papo com ninguém”.

“Não quero ninguém para tomar cerveja, quero quem arruma dinheiro para a cidade”, declarou sobre buscar recursos para a cidade com o governo federal.

“Tenho obrigação de governar, e não obrigação de agradar, não sou candidato a miss simpatia”, disse em outro momento da entrevista.

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Quando questionado sobre a atuação do governo federal durante a pandemia, Kalil afirmou que faltou liderança durante a pandemia no Brasil. “Você acha que eu não queria ter sido liderado numa hora de desespero dessa?”, questionou.

Kalil disse ainda que metade dos gastos poderiam ter sido evitados, caso o presidente tivesse assumido o papel de respeito à ciência.

KALIL DIZ QUE COGITOU NÃO TENTAR A REELEIÇÃO

Quando questionado sobre a decisão da candidatura na reeleição, Kalil declarou que já cogitou não tentar se reeleger.

“A encomenda que mandaram para mim foi meio que pesada demais, sabe”, disse o prefeito, que liderou a última pesquisa Ibope com 58% das intenções de voto. “Não por causa da pandemia, por causa da tempestade que destruiu a cidade”, afirma.

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O prefeito se referia às fortes chuvas que atingiram Belo Horizonte no começo do ano.

DÍVIDAS DO IPTU

Kalil também foi questionado sobre uma dívida com a prefeitura relativa ao IPTU (Impostos Predial e Territorial Urbano).

Uma reportagem da Folha mostrou que, em julho, a dívida do candidato com a prefeitura havia aumentado, e teria atingido R$ 243 mil. Sobre o assunto, o prefeito diz que herdou muitos imóveis mas que não “arrumou” dinheiro como prefeito e continua “apertado”.

Segundo Kalil, ele estaria tentando vender um dos imóveis herdados para pagar as dívidas.

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SABATINAS

Além de Kalil, de Belo Horizonte, já foram entrevistados Bruno Engler, do PRTB, e João Vitor Xavier, do Cidadania. A próxima candidata será com Áurea Carolina, do PSOL (dia 9).

As informações são da FolhaPress




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