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Família brasileira nas Filipinas não tem coronavírus, diz TV

O casal e o filho de 10 anos precisarão ainda ser submetidos a um exame de contraprova para descartar definitivamente a presença do vírus que atinge a China

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Exames laboratoriais mostraram que a família brasileira internada nas Filipinas não tem o coronavírus, informou o telejornal Hora 1, da TV Globo. A emissora afirmou que a notícia foi dada pelo embaixador do Brasil no país asiático, Rodrigo do Amaral Souza.

Ainda de acordo com a TV, o casal e o filho de 10 anos precisarão ainda ser submetidos a um exame de contraprova para descartar definitivamente a presença do vírus que atinge a China, espalhou-se para outros países e já deixou 132 mortos e mais de 5,9 mil infectados.

A família continuará isolada em um hospital de Palawan, a 800 quilômetros da capital Manila, até a divulgação do resultado da contraprova.

Na segunda-feira, 27, o Itamaraty informou que fez contato com a família e que o casal e o filho não apresentavam sintomas da doença, mas aguardavam resultados de testes de infecção. Eles estiveram recentemente Wuhan, na China, epicentro do surto de coronavírus.

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Nesta terça-feira, 28, o Ministério da Saúde informou que está investigando três casos suspeitos de coronavírus no Brasil – em Belo Horizonte, Curitiba e Porto Alegre. São os primeiros registros oficiais de possíveis infecções no País. Com isso, o governo decidiu elevar o alerta de nível 1 para 2 (em uma escala até 3), que significa “perigo iminente” da doença.

No nível 2 de alerta, há isolamento de casos suspeitos e pessoas que tiveram contato com pacientes sob investigação são monitoradas. O governo também pode requisitar “bens e serviços” de pessoas físicas e empresas no atendimento a emergências. No nível 3, de emergência em saúde pública, pode haver até contratação emergencial de profissionais.

O caso de BH é de uma estudante brasileira de 22 anos, que esteve em Wuhan, cidade chinesa considerada o epicentro do vírus, e voltou ao País na sexta-feira, 24. Na segunda, 27, ela foi ao posto de saúde com dificuldade respiratória e febre.

“Apresentava sintomas compatíveis, mas acredito que se trate de resfriado, uma gripe”, disse ao Estado Dario Brock Ramalho, subsecretário de Vigilância Sanitária de Minas.

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Ela está em ala isolada no Hospital Eduardo de Menezes, na zona oeste da cidade, e tem quadro estável.

Outro caso é de um professor de Inglês gaúcho, de 40 anos, que chegou ao Brasil na sexta. Ele buscou o serviço de saúde, com febre, em São Leopoldo, Grande Porto Alegre, e está em isolamento. Ele é morador de Kunming, a cerca de 1,5 mil quilômetros de Wuhan. O ministério não deu informações sobre o registro do Paraná.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse que o governo “está preparado” para detectar o vírus.

“Não é um sistema que está sendo preparado agora. Temos o plano de contingência e o que vamos fazer é atualizá-lo.” Pela manhã, a pasta informou ter recebido, desde o início do surto do vírus na China, “mais de 7 mil rumores” de infecção e cerca de 120 exigiram verificação das autoridades.

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Após orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS), que classificou como “elevado” o risco internacional do vírus, o governo federal passou a investigar suspeitas de pessoas vindas de qualquer parte da China. Antes só eram analisados pacientes vindos da região de Wuhan.

Estadão Conteúdo


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