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Brasil

Ex-PM furta corpo de cemitério e filha diz que ele tem lapsos de sanidade

O corpo de uma mulher de 37 anos foi furtado de uma cova, no cemitério de Dois Irmãos do Buriti, a 98 quilômetros de Campo Grande. Rosilei Potronieli morreu esfaqueada após discussão em um bar, no último dia 10. No dia 12, o coveiro responsável pelo local viu que a cova estava aberta e sem o corpo. A polícia foi acionada.

O suspeito pelo furto é o ex-tenente José Gomes Rodrigues, de 57 anos, antigo namorado de Rosilei. Na semana passada, ele chegou a ser preso em flagrante por outro crime: embriaguez ao volante. Segundo o G1, a delegada Nelly Macedo, responsável pelas  investigações, diz que testemunhas afirmaram terem visto José Gomes, um primo e algo que parecia ser a vítima em um carro.

O corpo teria sido sepultado num novo local. De acordo com a reportagem, o policial chegou a confessar o furto. O advogado de dele apontou que o cliente sofre de esquizofrenia. O cadáver da vítima passou por nova perícia e foi liberado para a família realizar o funeral.

Conforme a Polícia Civil, José e Rosilei tiveram um relacionamento de 20 anos. Ao G1, a delegada Nelly disse que o homem é obcecado pela vítima e estava determinado a ficar com o corpo dela. Após furtá-lo, com a ajuda de um primo, ele fez um novo enterro numa cháchara em Campo Grande e chegou a realizar uma espécie de funeral particular.

O cúmplice do ex-policial disse à polícia que, enquanto pegava o cadáver da mulher no cemitério, o homem a abraçava, beijava e repetia o tempo todo a frase ‘Eu vim te buscar, meu amor'”.

As filhas de José foram ouvidas pela polícia para ajudar nas investigações, mas não houve novidade. “Elas não acrescentaram fatos novos. As duas apenas confirmaram a questão da esquizofrenia e disseram que o pai realmente possui lapsos de sanidade, momentos em que não responderia por si. Agora estou aguardando os exames periciais, tanto o laudo do Imol [Instituto de Medicina e Odontologia Legal], bem como da perícia, no local do crime”, explicou a delegada ao G1. O caso segue em apuração.

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