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“Espero que a justiça seja feita”, afirma guarda humilhado por desembargador

Desembargador afirmou ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que foi vítima de “armação” e “abuso de autoridade”

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em

Foto: Reprodução
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O guarda civil municipal Cícero Hilário, de 36 anos, cedeu uma entrevista ao Portal G1 para esclareceu detalhes a respeito do litígio envolvendo o desembargador Eduardo Siqueira, de 63 anos. Cícero foi humilhado por Eduardo após pedir para que este utilizasse uma máscara de proteção. 

Eduardo Siqueira chegou a pedir desculpas em uma nota pública, cinco dias após o ocorrido. No entanto, após mais quatro dias, o desembargador afirmou ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que teria sido vítima de “armação” e “abuso de autoridade”.

Cícero afirma que acredita no pedido de desculpas do desembargador por tê-lo visto utilizando a máscara de proteção:

“Eu acredito que ele se arrependeu, sim, sobre o ocorrido. Mas a forma mais sincera do pedido de desculpa foi ele, dias após, andar de máscara pela orla de Santos. Acredito que isso aí foi uma demonstração de arrependimento.”

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Sobre as afirmações do desembargador ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em que Siqueira contradiz o pedido de desculpas, Cícero diz: “a defesa dele se contradiz com o pedido de desculpa. A gente não esperava essa parte dele.”

A respeito das acusações de Siqueira, de que ele teria sido vítima de “armação” e de “abuso de autoridade”, o guarda afirma que em nenhum momento houve armação. 

“Em nenhum momento houve armação, porque eu não o conhecia, não sabia o cargo que ele ocupa. Para mim, se tratava de um senhor, que aparentemente estaria em um grupo de risco. Aí, fui orientá-lo, pensando na vida dele e das demais pessoas que estavam ali pela praia.”

Durante a abordagem, o desembargador chamou Cícero de ‘analfabeto’ e deu uma “carteirada” no guarda após ser multado por não usar máscara. Ao ser questionado sobre o receio de sofrer retaliações pós o episódio, Cícero afirmou que não teve medo, pois agiu de acordo com a legalidade. Além disso, o guarda foi apoiado em diferentes esferas por sua atitude. 

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Sobre os 42 processos disciplinares abertos contra o desembargador e que, em sua maioria, foram arquivados, Cícero relata: “Eu não sei o teor das outras denúncias, o que de fato ocorreu nesses outros processos. Eu acredito na Justiça e espero que, no meu caso, a justiça seja feita.”

Cícero também relatou, durante a entrevista, que os impactos do ocorrido vão além de um aborrecimento. O episódio, amplamente divulgado e reproduzido, gerou consequências inclusive para sua família.

“De forma alguma houve um mero aborrecimento. Tanto para mim quanto para a minha família, principalmente aos [três] filhos. Foi muito chato eles verem esses vídeos nas redes sociais. É uma coisa que vai ficar marcada na minha vida e na deles.”

Defesa

O advogado João Manoel Armôa Júnior defende o guarda municipal na esfera penal, já o advogado Jefferson Douglas de Oliveira representa Cícero na esfera civil. Ambos preparam estratégias para defender o cliente. 

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“Nós temos a convicção de que ocorreram prejuízos à honra do guarda municipal Cícero nos âmbitos penal e cível. No momento oportuno, iremos propor as ações competentes”, afirmou Armôa.




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