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Escolas de samba do Rio só desfilarão se houver vacina contra a covid-19

Hipótese de adiar os desfiles para os feriados da Semana Santa ou Corpus Christi é estudada. Nesta terça (14), representantes se reúnem

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Foto: Diego Maranhão
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As escolas de samba do Rio de Janeiro Mangueira, Imperatriz Leopoldinense, Vila Isabel, Beija-Flor e São Clemente prometem só desfilar em 2021 se houver vacina contra a covid-19 no Brasil. A informação é do jornal Extra.

Nesta terça-feira (14), representantes destas e de outras escolas se reúnem na sede da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio (Liesa) para tratar do assunto. Já levantou-se a hipótese de adiar a data para depois de fevereiro, mas a ideia não agrada as escolas citadas acima. Outra possibilidade seria transferir os desfiles para os feriados da Semana Santa, em abril, ou de Corpus Christi, em junho.

“Sem vacina, é inviável realizar o carnaval em qualquer data, seja em fevereiro ou junho. Hoje, as decisões judiciais têm muita força. Há o risco de fazermos investimentos altos e, lá na frente, o contágio voltar a subir e a Justiça determinar a suspensão”, comenta o presidente da Vila Isabel, Fernando Fernandes, ao Extra.

“O carnaval é um evento de aglomerações, da produção à realização na Sapucaí. Como seria? Componentes a dois metros de distância? Cantando com máscaras no rosto?”

Para o presidente da Mangueira, Elias Riche, o momento é de concentrar esforços na luta contra o vírus. “Como ficaria a consciência de um dirigente caso acontecesse a morte de, por exemplo, 50 componentes que tenham desfilado na sua escola?”, pergunta.

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Oito escolas do Grupo Especial já têm enredo

Das 12 escolas do Grupo Especial, oito já divulgaram os enredos. A Viradouro, atual campeã, vai contar o carnaval carioca de 1919, conhecido como o maior do século passado, quando a população foi às ruas para comemorar o fim da gripe espanhola. Já a Paraíso do Tuiuti levará uma mensagem de proteção aos animais com o enredo “Soltando os bichos”, na volta do carnavalesco Paulo Barros à escola após 18 anos.

Na Mocidade e na Grande Rio, dois orixás serão temas centrais: Oxossi na escola de Padre Miguel, com “Batuque ao caçador”, e Exu na agremiação de Caxias, com “Fala, Majeté! Sete chaves de Exu”. A Vila Isabel fará homenagem a Martinho da Vila; a Portela contará a história dos baobás, as gigantescas árvores originárias da África; e a Beija-Flor quer enaltecer as glórias dos negros com “Empretecer o pensamento é ouvir a voz da Beija-Flor”. Já o Salgueiro, com “Resistência”, vai falar da luta dos negros para preservar a cultura e a fé.

São Clemente, Mangueira, Unidos da Tijuca e Imperatriz Leopoldinense ainda não divulgaram os enredos a serem levados para a Sapucaí.


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