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Brasil

Em duas semanas, ocupação de UTI para Covid em hospitais privados de SP foi de 55% para 84%

No país como um todo, a taxa de ocupação por pacientes infectados é de 74,7%, e já aumentou um pouco em relação ao mês anterior (70%)

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Cláudia Collucci
São Paulo, SP

Em quase duas semanas, a taxa de ocupação dos leitos de UTI para Covid-19 em hospitais privados paulistas passou de 55% para 84%, um aumento de 29 pontos percentuais.

A alta também é observada nas internações em geral por Covid-19. Entre 16 e 19 de novembro, 44,5% de 76 instituições ouvidas apontaram alta das internações por causa da doença. Entre 23 e 26 de novembro, foram 79%. A sondagem é do SindHosp (Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo).

Outro levantamento feito pela Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados), que representa as principais instituições de excelência do país, também mostrou uma taxa de ocupação de 83,2% dos leitos destinados a pacientes com Covid-19 em 11 hospitais da capital paulista, entre 20 a 27 de novembro.

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No país como um todo, a taxa de ocupação por pacientes infectados é de 74,7%, e já aumentou um pouco em relação ao mês anterior (70%).

Ambas as entidades afirmam que os hospitais associados possuem fluxos distintos de atendimento para casos de Covid-19 e que consultas, exames e cirurgias não devem ser adiados sob o risco de complicações posteriores.

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As cirurgias e os procedimentos eletivos estão mantidos por 65% dos hospitais ligados ao SindHosp. Do total, 67% dizem ter capacidade de aumentar o número de leitos para Covid-19 caso seja necessário.

Segundo Francisco Balestrin, presidente do SindHosp, a manutenção dos atendimentos eletivos indica que, por enquanto, é possível manter com cautela essa assistência eletiva porque, além da seguranças dos fluxos diferenciados, os hospitais dizem que podem ampliar leitos para Covid, se necessário.

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“O adiamento de cirurgias e atendimentos eletivos traz grandes consequências no agravamento de doenças, especialmente as crônicas, como câncer, doenças cardiovasculares e neurológicas, e pode contribuir para o aumento de mortes”, diz Balestrin.

Para ele, faltou o papel do poder público na contenção da pandemia. “Aglomerações estão acontecendo e nada é feito. Os governos têm poder para coibir abusos e não deixar a doença evoluir. Com o aumento das internações nas últimas semanas, o efeito negativo acaba recaindo sobre os hospitais.

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As informações são da Folhapress




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