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Diretor do Butantan sobre Coronavac: “Não tivemos nenhuma reação adversa grave”

Dimas Covas dá coletiva na manhã desta terça (10), um dia depois de a Anvisa cancelar os testes da Coronavac após um ‘efeito adverso grave’ com um voluntário. Caso não tem relação com a vacina, assegura Covas

Willian Matos

Publicado

em

Foto: Reprodução
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Após a Anvisa suspender os testes da fase 3 da vacina chinesa Coronavac, o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, deu uma entrevista coletiva nesta terça-feira (10) para falar sobre o caso. Covas assegurou que não houve “nenhuma reação adversa grave” nos cerca de 10 mil voluntários que participam dos testes do imunizante.

A Anvisa suspendeu os testes por conta deste evento com um voluntário. A agência alegou ‘evento adverso grave’. Covas viu a suspensão da testagem com estranheza, porque, segundo ele, sabia-se que o caso não tem relação com a vacina. “Nós não tivemos nenhuma reação adversa grave. Não tivemos e não temos”, declarou.

Indignado com a situação, Covas afirma ter descoberto a paralisação dos testes pelo noticiário. O diretor afirma não ter sido avisado da medida. “O processo, da forma como ele aconteceu, poderia ter sido diferente”, considera.

“O Butatan tem 119 anos de história. Produz 75% das vacinas utilizadas pelos brasileiros. 1 em cada 3 brasileiros tomou uma vacina feita pelo Butantan.”

Durante a coletiva, por diversas vezes Covas e o secretário estadual de Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, frisaram que o evento adverso grave apresentado não tem nenhuma relação com a vacina. Não se sabe, ainda, se o voluntário morto tomou uma dose da vacina ou uma dose do placebo.

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Gorinchteyn disse ainda que não teve “possibilidade de fazer uma análise conjunta e clara sobre os fatos”.

Bolsonaro vê suspensão como vitória sobre Doria

O presidente Jair Bolsonaro festejou a suspensão dos testes da Coronavac. “O Presidente disse que a vacina jamais poderia ser obrigatória. Mais uma que Jair Bolsonaro ganha”, disse Bolsonaro, em terceira pessoa, num comentário em uma rede social.

Bolsonaro tem travado embates com o governador de São Paulo, João Doria, por conta da vacina. Doria foi o primeiro governador a anunciar uma parceria para produção de uma vacina contra a covid-19. Depois, anunciou que a vacinação seria obrigatória, o que gerou respostas ásperas do presidente e o levou a cancelar a compra de 46 milhões de doses do imunizante.

“Morte, invalidez, anomalia. Esta é a vacina que o Doria queria obrigar a todos os paulistanos tomá-la”, afirmou o presidente, na mesma publicação.

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