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Capes vai abrir 66 mil vagas para formação de professore e estudantes de licenciatura

Estão previstos cinco editais, para 18 de novembro, que serão publicados visando as formações, por meio de bolsas, implementadas a partir de março de 2020

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Nesta quinta-feira (12) a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) anunciou que vai abrir 66 mil vagas para a formação de estudantes de licenciatura e professores da educação básica com custo de R$ 325 milhões. Estão previstos cinco editais, para 18 de novembro, que serão publicados visando as formações, por meio de bolsas que serão implementadas a partir de março de 2020. 

Dois dos cinco editais vão ser dirigidos para graduandos de cursos de licenciatura, um voltado a estudantes na primeira metade do curso, por meio do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid) e o outro a estudantes de licenciatura que estão na segunda metade do curso, por meio do Programa Residência Pedagógica. A estes dois grupos serão destinadas 60 mil bolsas, a um custo total de R$ 305,8 milhões.

Dos outros três editais, são dois para formação no exterior, sendo um para professores de língua inglesa e um para professores de educação básica. Serão oferecidas 500 vagas para bolsas no exterior, envolvendo instituições estrangeiras parceiras. Nesses casos, a Capes financiará a bolsa da permanência, as passagens aéreas e todos os custos associados à formação.

“Com isso o professor da rede se candidata, vai ao exterior, ganha uma formação de altíssimo nível, retorna e transmite conhecimento aos alunos, tornando-se multiplicador com as parcerias que temos com estados e municípios”, disse o presidente da Capes, Anderson Correia, durante a solenidade na qual os editais foram anunciados.

O quinto e último edital é destinado a docentes da rede pública que não possuem formação em licenciatura na área em que já atuam na sala de aula. A expectativa é a de abrir 150 turmas em licenciatura, que atenderão cerca de 6 mil professores da educação básica. A definição dos locais onde os cursos serão oferecidos depende ainda de um levantamento de demandas das secretarias estaduais e municipais de educação.

Camilo Mussi, presidente substituto do Inep, afirma que aproximadamente 60% dos professores dos ensinos fundamental e médio lecionam matérias nas quais se formaram. “Isso significa que os outros 40% de professores lecionam em matérias diferentes das de sua formação”, disse.

Segundo ele, esses editais podem ajudar a corrigir os problemas e aperfeiçoar a formação desses professores. Segundo o presidente da Capes, serão oferecidos cursos à distância e presenciais a esses professores, por meio de parcerias com universidades.

O governo trabalha com a expectativa de que esses cursos e bolsas reflitam positivamente nas futuras avaliações, tanto de professores como de alunos. “Melhorar a qualificação e a formação dos professores, certamente impactará diretamente nos resultados das avaliações feitas pelo Inep. Com certeza um professor melhor formado vai impactar nos índices avaliativos”, ressaltou Mussi.

 

Com informações da Agência Brasil


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