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Brasil, Peru e Colômbia discutem como reduzir poluição de rios

Foram debatidos os negócios sociais e sustentáveis, e como podem contribuir na melhor distribuição dos resíduos sólidos

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Foto: Thiago Looney/direitos reservados
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Júlia Morena e Marina Torres
redacao@grupojbr.com

Até 2050, haverá um aumento de 350% na produção de resíduos sólidos urbanos. Isso é o que mostra o relatório técnico do Projeto Rios Limpos, apresentado no Fórum Internacional Rios Limpos, realizado na semana passada (dias 9 e 10) com representantes dos governos, empresas e ONG’s do Brasil, Peru e Colômbia. O evento tem o apoio da Fundação Amazonas Sustentável (FAS) e da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ), Agência Alemã de Cooperação Internacional.

O objetivo do evento foi divulgar os resultados do relatório técnico, abordando projetos sociais em comunidades que moram às margens dos rios e como realizam atividades sustentáveis junto à comunidade, nas cidades de Manaus (AM), Iquitos (Peru) e Letícia (Colômbia), que compõem a Bacia do Rio Amazonas.

A futura demanda global de recursos só pode ser atendida com taxas de reciclagem acima de 90% e o estudo mostrou que, na América Latina, todas as etapas do fluxo de resíduo apresentam problemas. Como explica Rafael Ribeiro, um dos relatores do estudo, existem três linhas de atuação possíveis para a resolução do problema: o fortalecimento das redes locais, a cooperação e a educação ambiental. “É um cenário muito complexo de extrema importância, não só local mas também global, mas ao mesmo tempo é uma discussão quase invisível,” ressalta.

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Lixo

No segundo dia do fórum, foram debatidos os negócios sociais e sustentáveis, e como podem contribuir na melhor distribuição dos resíduos sólidos. Como exemplo de negócio sustentável no Brasil, foi apresentado o projeto Reusa criado por Maria Cristina Pereira, no bairro da Redenção, em Manaus. O Projeto Reusa tem por objetivo estimular a geração de renda sustentável, restauração ecológico, urbanismo sustentável e saúde junto a comunidade.

O descarte de plástico em rios representa danos imensuráveis, dizem especialistas. Foto: Larissa Gaynett/Direitos reservados

Ao se mudar para uma casa na beira do igarapé, Maria Cristina Pereira contou, no evento, que entrou em choque. ”Quando entrei em contato com todo aquele lixo e aquela lama no rio, eu entrei em depressão e não vi mais seguimento pra mim”, relembra. Por incentivo de sua filha, ela começou a dar aula de crochê para as mulheres solteiras do bairro. A partir do sentimento de satisfação em auxiliar a comunidade e o contato com o evento Virada Sustentável, ela criou o Programa de Restauração Ecológica e Urbanização Sustentável na Amazônia (Reusa) com o objetivo de gerar renda aos moradores do bairro Redenção e restaurar o igarapé. A partir da coleta de garrafas pets, papelão e outros resíduos, o rio foi desobstruído. ”No começo, a comunidade tratava a gente doido, porque parecia que não tinha como fazer”, explica.

Mais a frente, foi doada uma sede para o projeto, a qual é inteiramente sustentável. Hoje, o projeto ”Rip Art” (parte do projeto Reusa) alcança 40 famílias do bairro com capacitação profissional, artesanato, reciclagem e conscientização ambiental. ”E a gente continua lutando”, conclui.

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