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Brasil negocia a compra de 387 milhões de doses de vacinas contra covid-19

“O ministro da Saúde também anunciou a compra de 300 milhões de seringas para usar na campanha de vacinação”, disse Osney Okumoto

Catarina Lima

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Até o final de 2021 o Brasil terá adquirido 387 milhões de doses da vacina contra o coronavírus. Na reunião de hoje do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, com governadores e secretários de governo dos estados ficou estabelecido o cronograma de compra do imunobiológico.

O primeiro lote, de 15 milhões de doses, de Oxford, que custará U$ 3,75 ou R$ 19,25 a unidade, deverá chegar no final de janeiro do próximo ano para ser disponibilizada a população a partir de fevereiro. O segundo, de 100 milhões de unidades, também do laboratório da Inglaterra, chega apenas no final do primeiro semestre. A vacina será produzida no Brasil pela Fiocruz. No segundo semestre, o País receberá mais um lote, desta vez de 160 milhões de unidades. Desta vez a responsabilidade pela produção da vacina será do laboratório brasileiro Bio-Manguinhos.

O encontro do governo federal com os governadores foi decidida depois de reunião do Conselho Nacional de Saúde, no último sábado, na qual os governadores reivindicaram que o Programa Nacional de Imunização (PNI) assumisse o protagonismo na vacinação contra o coronavírus.

Segundo informou o ministro Pazuello aos governadores, também no segundo semestre o Brasil comprará ainda do laboratório Covax Facility, por meio de um consórcio de 20 países, 42 milhões de doses, ao preço de U$ 10,00 ou R$ 51,32 a unidade. Mais dois lotes virão da Pfizer, um de 8 milhões de doses e outro de 62 milhões. O secretário de Saúde do Distrito Federal, Osnei Okumoto, que representou o governador Ibaneis Rocha na reunião com o ministro da Saúde disse que pelo fato da maior quantidade de doses chegar somente no segundo semestre, nós ainda teremos usar máscara e álcool em gel durante boa parte do próximo ano.

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“O ministro da Saúde também anunciou a compra de 300 milhões de seringas para usar na campanha de vacinação”, disse o secretário.

Osnei que já foi coordenador geral de Laboratórios de Saúde Pública do ministério da Saúde e responsável pela compra de imunobiológicos para as campanhas de vacinação de todo o País, alertou que todas essas vacinas que estão sendo adquiridas dependem ainda de autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para serem utilizadas.

Osnei explicou que as vacinas serão distribuídas no País de acordo com as necessidades de cada Estado, estabelecidas pelo PNI. No DF está em fase de desenvolvimento um amplo planejamento sobre a estratégia de vacinação da população do Distrito Federal contra o coronavírus.

O Plano Estratégico prevê: realização de inquérito soroepidemiológico (em andamento) para conhecer o comportamento do vírus em todo o DF; levantamento dos espaços da rede pública de saúde e de outras instalações do GDF para servir como postos de vacinação; estruturação desses locais para receber e armazenar as vacinas; estruturação do setor de compras públicas, objetivando a aquisição de seringas e contratação de câmaras frigoríficas; seleção de profissionais de saúde da própria rede pública para a aplicação das vacinas.




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