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Brasil ainda não tem doses de vacinas contra covid-19 em quantidade considerável, admite Pazuello

Ministro falou em “controlar a ansiedade e a angústia” e aguardar os trâmites que devem ser realizados a partir do lançamento do plano de imunização, ocorrido nesta quarta (16)

Willian Matos

Publicado

em

Foto: Najara Araújo/Câmara dos Deputados
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O governo federal lançou, nesta quarta-feira (16), o Plano Nacional de Vacinação Contra a Covid-19. Apesar do lançamento, o ministro Eduardo Pazuello admitiu que, atualmente, o Brasil não tem doses de vacinas suficientes para iniciar qualquer plano.

“No Brasil, no nosso conhecimento, nós, praticamente, não temos ainda a vacina em quantidade considerável que a gente possa falar de distribuição ou iniciar qualquer plano”, declarou Pazuello. O ministro fala em “controlar a ansiedade e a angústia” e aguardar os trâmites que devem ser realizados pelas autoridades a partir do lançamento do plano.

“Precisamos produzir mais e precisamos ter a capacidade de controlar a ansiedade e a angústia para nós passarmos esses 45, 60 dias, a partir de agora, que serão fundamentais para que se concluam os processos, sejam feitos os registros e sejam produzidas as vacinas e nós iniciemos a grande campanha de vacinação”, afirmou.

Pazuello comentou que o Brasil tem, hoje, cerca de 120 mil doses em São Paulo, que foram importadas da China. Afirmou também que o Instituto Butantan, em SP, iniciou a produção da vacina chinesa Coronavac, mas ressaltou que o órgão iniciou este processo antes da conclusão da fase 3 de testes e antes de solicitar registro junto a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O governo federal tem alinhado um discurso de que só irá comprar os imunizantes que forem registrados pela Anvisa.

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Embora não tenha vacina o suficiente para dar início imediato ao plano de vacinação lançado hoje, o Ministério da Saúde afirmou que tem a intenção de comprar cerca de 350 milhões de doses de duas vacinas: as das farmacêuticas AstraZeneca e Covax Facility.

A compra se daria da seguinte forma:

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  • 210,4 milhões de doses da vacina produzida pela AstraZeneca, em parceria com a Fiocruz, sendo 100,4 milhões delas para serem entregues até julho de 2021, e mais 110 milhões entre agosto e dezembro de 2021;
  • 42,5 milhões de doses junto a Covax Facility.

Além dos acordos, há intenção de compra das vacinas Pfizer/BioNTech e Janssen:

  • Pfizer/BioNTech: 70 milhões de doses, sendo 2 milhões de doses para o primeiro trimestre de 2021, 6,5 milhões no segundo trimestre de 2021, 32 milhões no terceiro trimestre de 2021 e 29,5 milhões no quarto trimestre;
  • Janssen: 38 milhões de doses, sendo 3 milhões de doses no segundo trimestre de 2021, 8 milhões no terceiro trimestre de 2021 e 27 milhões no quarto trimestre de 2021.

Quando iniciada a vacinação, cada cidadão receberá duas doses da vacina em um intervalo de 15 dias.

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O Ministério da Saúde também entrou em contato com o Instituto Butantan e as farmacêuticas Bharat Biotech, Moderna, Gamaleya e Janssen a fim de saber preços, estimativa e cronograma de disponibilização de doses. O Butantan produz a Coronavac, vacina adquirida pelo Governo de São Paulo. O governador João Doria, que trava embates com Bolsonaro há meses sobre o tema, anunciou que a população do estado começará a ser vacinada no dia 25 de janeiro.

R$ 20 bilhões

O presidente Jair Bolsonaro discursou no lançamento do plano, nesta quarta (16), de forma branda, sem críticas e ataques a governadores. Bolsonaro declarou que o Ministério da Economia deve destinar R$ 20 bilhões para a compra de uma vacina.

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“Aguardamos, sim, o desfecho de outras ações, como já tivemos aqui, patrocinadas pela equipe econômica através do nosso ministro Paulo Guedes, que, nos próximos dias, com toda certeza ainda nesta semana, 20 bilhões de reais para comprarmos a vacina daquela empresa que se encaixar nos critérios de segurança e efetividade da nossa Anvisa”, disse o presidente.




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