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Bolsonaro sinaliza veto ao projeto que inclui pergunta sobre autismo no censo

Pelo Twitter, Bolsonaro compartilhou um vídeo da presidente do IBGE, Susana Cordeiro, no qual ela defende questionamentos sobre autistas devem ser na PNAD

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) sinalizou que deve vetar o projeto de lei que obriga a inclusão de informações sobre pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no Censo 2020, pesquisa que registra características e condições de vida da população brasileira.

Pelo Twitter, Bolsonaro compartilhou um vídeo da presidente do IBGE, Susana Cordeiro Guerra, no qual ela defende que eventuais questionamentos sobre autistas devem ser incluídos na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), e não no Censo.

“Como explica a presidente do IBGE, o Censo carece de critérios específicos em relação ao autismo, inviabilizando levantamento adequado, mas existe proposta mais precisa, técnica e que trará resultados 2 anos antes, agilizando o desenvolvimento de políticas públicas eficientes”, escreveu Bolsonaro ao compartilhar o vídeo.

Segundo um integrante do governo, a argumentação exposta por Susana deve ser utilizada como justificativa técnica para o veto presidencial. Oficialmente, Bolsonaro tem até o dia 26 para vetar ou não o texto.

No vídeo, Susana diz que “o Censo não é a pesquisa adequada para se levantar o número de autistas no Brasil”. “Essa condição merece um levantamento específico, com treinamento direcionado a apuração desses dados. O IBGE não quer que números superficiais sejam divulgados que poderiam atrapalhar as políticas públicas para esse grupo”, afirma a presidente do IBGE.

Ela defende que a PNAD é a pesquisa de maior detalhamento do IBGE. “Os resultados seriam divulgados dois anos antes dos resultados do Censo. Outra vantagem é que essa pesquisa seria feita com uma maior periodicidade do que o Censo, que é feito de dez em dez anos. Por último, essa pesquisa teria adesão aos padrões enormes internacionais de levantamento desses condições”, declarou Susana.

 

Estadão Conteúdo

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