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Escolher bem o colchão muda mais do que a sua noite de sono

Embora muitas pessoas invistam tempo e dinheiro em alimentação, exercícios físicos e suplementação, continuam dormindo mal

Redação Jornal de Brasília

23/01/2026 19h54

Atualizada 26/01/2026 9h54

pillow on sofa

reprodução

Por  Vinícius Alonso

Na busca por uma vida mais saudável e produtiva, poucos fatores são tão decisivos, e tão subestimados, quanto a escolha do colchão. Embora muitas pessoas invistam tempo e dinheiro em alimentação, exercícios físicos e suplementação, continuam dormindo mal por um simples motivo: não estão deitando sobre o colchão certo. A verdade é que esse item, que parece trivial no cotidiano, tem um impacto profundo sobre a saúde, o humor e até o desempenho cognitivo.


Por que o colchão interfere tanto no bem-estar?


O colchão não é apenas uma base de descanso, mas sim um suporte para o corpo durante as horas mais importantes do dia: aquelas em que o organismo se regenera. Enquanto dormimos, músculos relaxam, articulações se descomprimem e o sistema nervoso processa memórias e emoções. Se o colchão não oferece o suporte necessário, esses processos são prejudicados.


Dormir em um colchão inadequado pode causar ou agravar dores na coluna, sensação de fadiga ao acordar e interrupções frequentes do sono. Ao longo do tempo, os efeitos se acumulam: o corpo não relaxa completamente, o cérebro não entra em ciclos profundos de sono e o resultado é um desgaste físico e mental contínuo, muitas vezes confundido com estresse ou sedentarismo.


O que define um bom colchão?


Muitas pessoas se perguntam qual o melhor colchão de casal, mas a resposta não é universal. O colchão ideal depende de uma série de fatores pessoais, como peso corporal, altura, posição em que a pessoa dorme, sensibilidade térmica e até o perfil do parceiro ou parceira, em caso de colchões compartilhados.


Para pessoas com maior peso, por exemplo, colchões de alta firmeza tendem a oferecer o suporte necessário para manter a coluna alinhada. Já quem dorme de lado pode se beneficiar de modelos com camadas de conforto que aliviem os pontos de pressão nos ombros e quadris. E há ainda aqueles que valorizam colchões com tecnologia de resfriamento ou espumas que se adaptam ao contorno do corpo.


O erro comum é buscar o colchão “da moda” ou seguir recomendações genéricas sem considerar as próprias características corporais e hábitos de sono. A melhor escolha é aquela que atende às necessidades específicas de quem vai usá-lo.


Casais: o desafio de agradar dois corpos diferentes


No caso de colchões de casal, o desafio se multiplica. Muitas vezes, um dos parceiros tem sono leve, enquanto o outro se movimenta muito durante a noite. Ou um prefere superfície mais firme e o outro mais macia. Nesses casos, optar por colchões com molas ensacadas individualmente pode ser uma solução eficaz, pois eles minimizam a transferência de movimento e oferecem níveis diferentes de suporte conforme a pressão aplicada.


Há também modelos que permitem personalização de lado a lado, uma tendência crescente para casais que valorizam o conforto individual sem abrir mão de compartilhar a cama. Investir em um colchão que atenda bem aos dois pode evitar desconfortos e até discussões frequentes sobre quem está dormindo mal.


Quando trocar o colchão?


Mesmo os melhores colchões do mercado têm vida útil. Em média, recomenda-se a troca a cada 7 a 10 anos, dependendo do material, da frequência de uso e das condições de conservação. Sinais como deformações visíveis, ruídos ao deitar, dores que surgem ou se intensificam ao acordar e noites mal dormidas são indicativos de que o colchão pode estar comprometendo a qualidade do sono.


Ignorar esses sinais é um erro que custa caro, não apenas financeiramente, mas em saúde. Um colchão desgastado compromete o descanso e pode provocar ou acentuar problemas posturais e circulatórios.


Colchão é investimento, não gasto


A ideia de que colchões são itens de luxo é ultrapassada. Na prática, trata-se de um investimento em saúde, produtividade e qualidade de vida. Ao longo dos anos, o custo por noite de um bom colchão é extremamente baixo se comparado aos benefícios proporcionados, e ao prejuízo causado por noites mal dormidas.


Quem dorme bem tem mais energia, raciocina com mais clareza, toma decisões melhores e enfrenta o dia com mais equilíbrio emocional. Portanto, ao considerar a compra de um novo colchão, o foco não deve estar apenas no preço, mas sim no valor que ele agregará à vida de quem o utiliza.

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