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Sem Firula

Vale?

Flamengo e Cruzeiro fretaram um avião para trazer Paquetá e Dedé a tempo para jogar a primeira partida das semifinais da Copa do Brasil.
O colunista pergunta: vale a pena?
Será que os dois times não possuem jogadores que poderiam substituir os dois convocados?
Ou melhor, para facilitar a resposta.
Será que os cartolas dos dois clubes bancariam este gasto com dinheiro de seus bolsos?
Como a conta vai para o clube…

O que vale mais?
Ao ler o jornal nesta quarta-feira vi que o Botafogo colocará ingressos a R$ 5 para o jogo contra o América Mineiro, domingo, no Engenhão.
Com a corda no pescoço, cada vez mais perto da zona de rebaixamento, o alvinegro quer contar com o apoio da galera.
Acima da notícia do Botafogo, um anúncio.
Na partida entre Flamengo e Corinthians, pela Copa do Brasil, o torcedor poderia comprar duas latas de cerveja, com 269ml cada, por R$ 6.
Isso mesmo: duas latas de cerveja mais caras do que um ingresso para uma partida do Campeonato Brasileiro.
Está valendo muito o malte com cevada ou a partida do Fogão não atrai a galera se não for por um preço de banana, como se falava antigamente?

Desinteresse
Exatos 61 mil torcedores pagaram ingressos para ver os jogos do Brasil contra Estados Unidos e El Salvador.
Isso mesmo.
A seleção brasileira, em duas partidas em território americano, levou menos público do que o Flamengo contra o Corinthians, na primeira semifinal da Copa do Brasil.
Sabem o que isso quer dizer?
Que a amarelinha não provoca mais o frisson de outros tempos nas terras do Tio Sam.
Há oito anos, em um só jogo por lá a seleção brasileira teve 77 mil torcedores – e contra os Estados Unidos.
Em 2014, para a partida contra a Colômbia, em Miami, foram 73 mil.
E agora?
Bem…
Em outubro a seleção brasileira irá jogar na Arábia Saudita.
Duas partidas em datas Fifa.
Contra os donos da casa e contra a Argentina.
Veremos quais serão os públicos, lembrando que, daqui a quatro anos, estaremos naquela região (espero) para disputar a Copa do Mundo.

A volta
Neymar protestou contra o cartão amarelo que recebeu no amistoso contra El Salvador.
O camisa 10 da seleção brasileira, e capitão, garante que não simulou a falta sofrida.
Só que Neymar não pode esquecer as pantomimas que protagonizou na Copa do Mundo.
Ou melhor, se ele esquece, o mundo não o faz.
Sendo assim, cada vez que for ao chão, antes de pensar em marcar a falta o árbitro irá achar que está sendo enganado.
E virão os cartões amarelos por simulação.
Vai demorar para Neymar voltar a ser encarado de forma séria.
Ele não quis assim.
É a chamada lei do retorno.

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