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Sem Firula

Vacilo

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Pode custar caro, muito caro, o pênalti perdido por Leandro Damião contra a Chapecoense.

Com o Internacional perdendo por 2 a 1 (de virada), converter a penalidade máxima garantiria um ponto ao Colorado e a manutenção da equipe na primeira colocação do Brasileiro.

Não aconteceu.

Ainda faltam 13 jogos para o término do Brasileiro da Série A, mas com o aperto que se vê tanto na luta pelo título, quanto para fugir do Z-4, qualquer pontinho pode ser de extrema importância mais adiante.

E não foi apenas ao Internacional que o pênalti perdido fez (fará) falta.

O Ceará, depois de duas noites fora da zona de rebaixamento, voltou para a degola com os três pontos conquistados pela Chapecoense.

Tristeza para o Vozão, que pode festejar, ao menos, que seu time esteja em ascensão.

Mimimi

Esse Fla-Flu que vemos sobre a eleição presidencial entrou, definitivamente, em campo.

No Mineirão, depois de manifestações “unidas” das torcidas de Atlético Mineiro e Cruzeiro no clássico regional, a galera do Galo, lamentavelmente, entoou cânticos homofóbicos – sempre referindo-se ao mesmo candidato.

No fim da partida do Palmeiras, entrevistado para falar do seu gol, que garantiu o empate ao Verdão contra o Bahia, Felipe Mello desejou melhoras e dedicou o gol a seu candidato à presidência.

Bastou para que os patrulheiros de outras candidaturas opinassem que a Fifa (sim, a Fifa!) deveria punir o jogador por manifestar-se.

Com toda a sinceridade, independente do “beneficiado” da declaração, é excesso de patrulhamento esse tipo de coisa.

Sem falar que, há dias, manifestando-se a favor do mesmo candidato, Lucas foi criticado – e ele está na Inglaterra.

Interessante que foram estes mesmos patrulheiros que, há alguns anos, criticavam os jogadores de futebol por serem alienados e não se manifestarem acerca de questões políticas nacionais.

Libertar-se

Podemos três brasileiros nas semifinais da Libertadores – Grêmio, Cruzeiro e Palmeiras.

Podemos, porém, ter três argentinos – Boca Juniors, Tucuman e Independiente ou River Plate (um destes dois últimos, com certeza).

Para que sejam três argentinos, só o Palmeiras, dos tupiniquins, poderá sobreviver.

A Raposa enfrenta o Boca; o Grêmio está decidindo sua vaga contra o Tucuman.

E o contrário também é verdade: tirando a disputa interna, se os brasileiros avançarem, apenas um argentino continua.
Isso porque os dois países somam sete dos oito times que continuam na Libertadores deste ano.

O Colo-Colo, do Chile, adversário desta quinta-feira do Palmeiras, é a exceção.

Juntos e misturados

Escrevi lá em cima que o Brasileiro da Série A está embolado na luta pelo título e na briga para não cair – exceção do Paraná, que já carimbou o passaporte de retorno à Segundona.

Este equilíbrio, porém, acontece também na Série B.

O Fortaleza, que vinha nadando de braçada desde o início da competição, andou tropeçando e agora está apenas um ponto à frente do CSA, vice-líder.

Mais importante: sua distância para o quinto colocado é de apenas quatro pontos (já foi de dez) – e será justamente contra o Vila Nova de Goiás a próxima partida do tricolor cearense.

As últimas rodadas promoveram uma verdadeira revolução na classificação da Série B.

Fortaleza e CSA mantiveram as duas primeiras posições, mas viram os times de Goiás (os três, Goiás, Atlético e Vila Nova) reduzirem perigosamente a distância.

Sem falar que Avaí e Guarani estão ali, juntinhos, também.

Diferenças que podem deixar de existir em duas, três rodadas (e ainda faltam 11, contando com esta que começou nesta terça-feira).

Na parte de baixo da classificação o tumulto é semelhante.

Boa e Sampaio Correia, que ocupam as duas últimas posições, estão apenas cinco pontos atrás do Paysandu, o último “salvo” até o momento – isso se o Juventude não derrotou o Dragão.


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