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Sem Firula

Tropeço e respiro

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Um empate com o São Paulo, no Morumbi, nunca poderá ser considerado um mau resultado.
E jogadores e comissão técnica do Grêmio sabem disso. Tanto que adotaram discurso nessal linha após a partida.
O problema é que, com o empate, o tricolor gaúcho viu a diferença para o Corinthians voltar a aumentar. São, de novo, oito pontos. Mesma distância de há duas rodadas – e com menos dois jogos para tirar a desvantagem, é claro.
É problema? Sem dúvida, mas não pode ser mote para desespero.
Da mesma forma que o Timão andou tropeçando contra Atlético Paranaense e Avaí (convenhamos, equipes com menos potencial do que o São Paulo), outros tropeços poderão vir.
E os oito pontos de distância poderão cair nas 22 partidas que os dois times terão pela frente (incluindo um confronto direto).
Se o empate do Grêmio “alivia” a barra no Corinthians, é sempre bom lembrar que, além do time dirigido por Renato Portaluppi temos, pelos menos, Santos e Flamengo de olho nos vacilos corintianos para chegar mais perto da ponta. E neste fim de semana teremos um clássico envolvendo justamente flamenguistas e corintianos. Com gremistas e santistas na torcida, é claro.

Viva o público

No mesmo dia em que o Ministério Público anunciou que bandeiras e instrumentos poderão voltar aos estádios paulistanos (infelizmente ainda teremos clássicos de torcida única, mas já é uma evolução), eis que o Morumbi bateu recorde de público neste Brasileiro.
Mais de 51 mil torcedores enfrentaram o frio e a má campanha do São Paulo (continua na zona de rebaixamento) para apoiar a equipe no seu Morumbi.
Sim, o velho Morumbi, sem essas frescuras “arenísticas”, recebeu mais de 51 mil torcedores numa noite de segunda-feira – horário estranhíssimo para o futebol, convenhamos.
O São Paulo fez promoção. Ingressos baratos para levar a galera. E deu certo.
Aliás, certo não: certíssimo.
Mesmo enquanto o time estava em desvantagem e dominado pelo Grêmio a torcida tricolor (paulista) não parou de incentivar.
A torcida sabe que, neste momento, é o maior patrimônio do seu time.
Tem de fechar com os jogadores, deixar de lado a politicagem e carregar no colo.
Se o São Paulo for rebaixado, quem vai pagar a conta serão eles, os torcedores.
Alguns jogadores sairão, outros chegarão… Só ele, o torcedor, permanecerá.
E por isso se explicam os mais de 51 presentes na noite fria do Morumbi.

Sem idade

Nicholas Santos não deveria fazer parte da equipe brasileira que disputa o Mundial de Esportes Aquáticos, em Budapeste.
Viajou porque a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos conseguiu uma verba extra e pode levar mais alguns nadadores – para as chamadas “provas especializadas”.
E foi assim que Nicholas, 37 anos, acabou faturando a segunda medalha de prata para o Brasil na natação – a outra fora no revezamento 4x100m masculino.
Nicholas, com a conquista, tornou-se o mais velho atleta a conquistar uma medalha num Mundial. E diz que ainda tem gás para pelo menos mais um Mundial (2019, na China).
Ontem, ele festejou o aniversário de um ano de seu filho. Com um presentaço, não é mesmo?

Por falar…

Em Mundial de Esportes Aquáticos, a delegação brasileira está competindo sem a presença do presidente da CBDA.
Por conta do imbroglio político que se transformou a eleição, a Federação Internacional de Natação (Fina) não aceitou credenciar o atual presidente da entidade brasileira, Miguel Cagnoni.
Nem na eleição para presidente da Fina ele pôde votar (mas o Brasil votou, sim).
As coisas, porém, estão se ajeitando. Pelo menos no caso da natação os nossos atletas puderam competir.
Lembram o que aconteceu com o basquete, também por causa dos problemas com seus cartolas?


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