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Sem Firula

Triste vitória

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Botafogo e Fluminense jogaram ontem, pela semifinal da Taça Rio. Para o tricolor o jogo valia a classificação à final do segundo turno e nada mais. Para o alvinegro, idem. A diferença, talvez, é que o Botafogo irá jogar, nos dois próximos “meios de semana”, pela Libertadores da América. Neste, na Colômbia, contra o Atlético Nacional de Medellin; no próximo, no Equador. A programação é voar direto da Colômbia para o Equador visando menor desgaste dos jogadores. A final da Taça Rio, no próximo domingo, atrapalharia. E vai atrapalhar.

A classificação conquistada ontem, vai provocar uma verdadeira operação de guerra no Botafogo. Na sexta-feira, já está definido, sete jogadores virão da Colômbia, junto com o treinador Jair Ventura Filho. Todo o restante da delegação vai manter a programação original e viajar direto para o Equador. Muito provavelmente o alvinegro irá enfrentar o Vasco com um time “alternativo”. Como fez ontem – aliás, ontem as duas equipes foram a campo com “alternativos”.

A Taça Rio, como já cansei de escrever aqui, vale uma grana e um troféu.

Para a torcida, claro, serve também para provocar os adversários. E ganhar, convenhamos, é sempre muito bom. Mas era possível ver alguns jogadores do Botafogo com cara de “será que vou ser eu quem vai ficar para lá e para cá” quando a vitória estava garantida. É estranho, realmente, o futebol brasileiro.

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Ah… Ia esquecendo: o Flamengo também joga pela Libertadores no meio da semana, mas no Rio; o Fluminense irá a Goiás pela Copa do Brasil. Só o Vasco não terá nenhum compromisso nos próximos dias. Vai poder treinar e descansar à vontade.

Vale tudo

Um ex-presidente de grande clube do Rio de Janeiro, num papo informal comigo, há alguns anos, falou, sem medo de ser feliz, que “futebol também se ganha no campo”.

Isso mesmo, “também se ganha no campo”.

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Num primeiro momento, com sinceridade, não entendi. Questionei-o e ele foi sincero: o mais importante é você entrar em campo sabendo que não será prejudicado pela arbitragem. Você pode até perder se o seu time jogar mal, se o adversário der mais sorte, mas por influência da arbitragem, “isso eu não admito”, afirmou.

Pois o que vimos ontem, no Botafogo x Fluminense, foi um perfeito retrato daquela frase. Um pênalti claro a favor do Fluminense quando o jogo estava 1 a 0 para o Botafogo; um gol impedido do Botafogo, três minutos depois e… Jogo definido.

Curiosamente, os dois grandes que dão aval à Federação de Futebol do Rio de Janeiro, Vasco e Botafogo, farão a final da Taça Rio no próximo domingo. Flamengo e Fluminense, que decidiram o primeiro turno (Taça Guanabara), ficarão acompanhando de casa a decisão.

A quem a arbitragem irá favorecer no encontro decisivo?

Sem bobeira

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O leitor me perdoe, mas a coluna de hoje será totalmente carioca.

No sábado, Vasco e Flamengo fizeram uma semifinal da Taça Rio. No Maracanã. O público pagante não chegou a 22 mil torcedores.

Ontem, no Engenhão, foi a vez de Botafogo e Fluminense. Estádio vazio, de novo.

Na quarta-feira, pela Sul-Americana, no Maracanã, o Fluminense levou mais de 35 mil pagantes ao estádio. Para o jogo desta quarta-feira, também no Maracanã, pela Libertadores, contra o Atlético Paranaense, o Flamengo já tem mais de 42 mil ingressos vendidos.

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Os tempos andam bicudos, a galera sem grana… Tem de escolher onde gastar – e o Estadual, pelo visto, não é prioridade para o torcedor carioca.
Resta saber quantos torcedores Vasco e Botafogo levarão à final, no próximo domingo.

O local da decisão ainda não está definido. O Maracanã custa caro; no Engenhão pode ficar a impressão de que o Botafogo leva vantagem (o mesmo se pode dizer se a partida for definida para São Januário). A escolha será feita hoje, pela cartolagem da Federação.




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