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Sem Firula

Sobreviventes

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Encerrada a 11ª rodada do Brasileiro, o Corinthians já abriu sete pontos de vantagem sobre o segundo colocado, ainda o Grêmio – digo ainda porque o tricolor gaúcho perdeu suas duas últimas partidas (Corinthians e Palmeiras) e, mesmo assim, manteve a vice-liderança.

Grêmio, Palmeiras, Atlético Mineiro, Santos, Atlético Paranaense e Botafogo são os times brasileiros que continuam na Libertadores. Todos estão poupando titulares, em jogos do Brasileiro, pensando na competição continental.

Hoje começa a fase de mata-mata. O primeiro tupiniquim a entrar em campo será o Grêmio de Renato Portaluppi. Irá até a Argentina enfrentar o Godoy Cruz. É favorito. Para o jogo de hoje e, claro, para a vaga.

O Timão não tem a Libertadores com que se preocupar. E vai abrindo vantagem, abrindo vantagem, abrindo vantagem.

Sendo muito otimista, dois brasileiros ficarão na luta pelo título da Libertadores. Estes dois terão a desculpa de terem poupado jogadores ao longo do Brasileiro. Os outros quatro…

E por que digo isso? Simples. Ao fazerem a opção por uma competição (no caso, a Libertadores), as equipes jogam todo o seu ano em 180 minutos, deixando de lado um torneio que os manterá ativos até dezembro.

Conseguiram entender? Uma falha do árbitro pode determinar a eliminação de cinco dos seis brasileiros que ainda sonham com a Libertadores (temos um duelo interno, entre Santos e Atlético Paranaense).

Se isso acontecer, como farão os eliminados para tirarem a enorme vantagem que o Corinthians já acumulou?

Não digo que seja incorreto o pensamento de se utilizarem times mistos (detesto a modernidade do “alternativo”). Mas será que alguém já parou para pensar no risco extremo de ficar sem um e outro? Qual será o tamanho do prejuízo de uma eliminação precoce na Libertadores mesclada à falta de condições de lutar pelo título do Brasileiro?
Aí mesmo é que a venda de jogadores, na maldita janela, se torna essencial.

E não custa lembrar, para os mais esquecidos, que o time de Carille não outro pensamento a não ser o Brasileiro. Nem a Copa do Brasil – onde permanecem, ainda, Palmeiras, Flamengo, Botafogo, Santos, Atlético Mineiro, Grêmio, Atlético Paranaense e Cruzeiro (o único que não está também na Libertadores).

Já imaginaram se os dois finalistas da Libertadores também forem os dois da Copa do Brasil? Os outros ficarão chupando o dedo e lamentando não terem dado atenção ao Brasileiro…

Em crise

Guto Ferreira, treinador do Internacional, tem uma semana para acertar o Colorado.

A derrota para o Boa, sábado, provocou muita confusão. A torcida entrou em conflito com a polícia, para citar apenas o menor dos danos.

Agora, o técnico tem até sábado para acertar o time e ganhar do Criciúma, único resultado que o deixará no cargo.

Para sua sorte, mesmo perdendo em casa o Internacional não caiu na tabela de classificação. Manteve o quinto lugar, dois pontos atrás do Villa Nova mineiro, que fecha o G-4 (19 a 17).

A Segundona, por sinal, apresenta o mesmo equilíbrio da Série A (excetuando-se o Corinthians, é claro). É um perde e ganha intenso, que ajuda, pelo menos até aqui, o Colorado – mesmo tropeçando muito a distância para o acesso é pequena, como já registrado.

Só que a galera não tem mais a menor paciência com o treinador. E pressiona a cartolagem. E os cartolas, sabemos todos, não pensam muito em demitir os treinadores para se livrar, ainda que por alguns jogos, da responsabilidade pelas lambanças na montagem do elenco.

Ah… Para se ter uma ideia do equilíbrio, o Boa, com a vitória, saiu do Z-4 para uma posição intermediária na tabela de classificação, à frente, por exemplo, do Santa Cruz, que já apresentou Givanildo como seu novo treinador exatamente devido aos maus resultados…

Não esqueçam…

A vitória foi justa. O Corinthians dominou o jogo, o goleiro do Botafogo fechou o gol (como fez Jean, do Bahia, no clássico contra o Vitória), mas o pênalti marcado (que Gatito Fernandez defendeu) não foi pênalti nem no Itaquerão.

Ou melhor, no Itaquerão foi sim.

Claro que mais este errinho de arbitragem não tira os méritos da excelente campanha do Corinthians, mas será que não dá para diminuir um pouco no favorecimento?
E só para lembrar, também, a Fifa considerou positiva (acho que só ela) o uso do árbitro de vídeo na Copa das Confederações.

De acordo com a entidade internacional, o projeto é bom, foi pouco testado (apenas 71 jogos até agora) e muito provavelmente será de grande valia na Copa do Mundo de 2018.
O que todos concordam (digo isso porque a Fifa se auto-incluiu no grupo) é que deve haver maior velocidade na comunicação entre os árbitros de vídeo e a equipe que está em campo.


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