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Sem Firula

Sem rumo

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Em setembro a seleção brasileira voltará a jogar.
Entrará em campo para duas partidas importantíssimas (só que não), nos Estados Unidos, contra El Salvador e Estados Unidos – nenhum dos dois adversários esteve na Copa do Mundo da Rússia, encerrada há pouco mais de um mês.
Para estes dois duelos míticos, Tite, que cada vez mais se mostra perdido, chamou jogadores de clubes brasileiros que estão envolvidos em momentos importantes da temporada.
Casos de Paquetá, do Flamengo, que luta no Brasileiro, na Libertadores e na Copa do Brasil; de Fagner, do Corinthians, na mesma toada; de Dedé, do Cruzeiro, idem, idem, para não ficar repetindo toda hora a mesma coisa; e Everton, do Grêmio, que dos três torneios citados já dançou na Copa do Brasil.
É claro que houve chiadeira.
Uma chiadeira contida, é verdade, mas houve.
As reclamações foram mais fortes da imprensa do que dos cartolas, todos interessados na valorização de seus ativos (e em ter uma desculpa pronta em caso de eliminação).
Pois bem…
Em outubro teremos mais.
Ainda não se sabe nem onde, nem contra quem (isso mesmo, serão dois amistosos sabe-se lá contra quem e em lugar ainda indefinido), entre os dias 8 e 16 de outubro – datas Fifa.
Mas não é que no dia 10 teremos o primeiro jogo decisivo da Copa do Brasil?
Isso mesmo…
Bem no período de mais dois amistosos da seleção brasileira vai rolar a primeira partida final da Copa do Brasil.
E o Brasileiro não irá parar, não esqueçam disso.
Para que a gritaria não seja tão grande, Tite já avisou que não irá convocar jogadores dos clubes que participaração da final da Copa do Brasil.
Isso significa dizer que Flamengo, Corinthians, Cruzeiro e Palmeiras poderão ser poupados de mais esta convocação.
Só que, ao não chamar por causa da Copa do Brasil, os jogadores também ficarão liberados para o Brasileiro.
Entenderam?
A justiça de não desfalcar as equipes na final da Copa do Brasil pode provocar a injustiça de prejudicar outras equipes, que participam do Brasileiro e poderão ter jogadores convocados.
Sem falar que joga por terra a tal “preparação em três etapas” que Tite alardeou quando fez a convocação para os amistosos nos Estados Unidos.
Não para por aí, não.
Em novembro teremos novas datas Fifa.
Aí já sem Copa do Brasil, entre 12 e 20 do penúltimo mês do ano, Tite acena em não chamar ninguém que jogue no Brasil.
Num Brasileiro assim tão parelho como o deste ano, seria realmente um crime desfalcar as equipes na reta final da principal competição nacional.
Como os jogos de outubro, também não há lugar nem adversário.
Mas isso se resolve.
O que não parece ter solução é a forma inconsequente como o futebol brasileiro é tratado por dirigentes e outros profissionais que dependem dele para viver.
E não custa lembrar, também, que outras seleções do continente podem aproveitar para chamar jogadores que atuam por aqui, como a Argentina, o Uruguai, a Colômbia e o Equador…

Força coral
O Flamengo levar 50 mil torcedores ao Maracanã é moleza.
Possui a maior torcida do país, luta pelos títulos da Série A, da Copa do Brasil e da Libertadores.
O Internacional contar com o apoio de 45 mil colorados no Beira Rio é normal.
Depois de subir da Segundona, o time gaúcho está muito bem, obrigado, no Brasileiro deste ano, onde ocupa a segunda colocação.
Mas só a paixão irrestrita de uma torcida pode explicar o Santa Cruz levando 49 mil torcedores ao Arruda em jogo das quartas-de-final da Série C.
Isso mesmo: quase 50 mil pagantes em um jogo da terceira divisão.
Que a Cobra Coral não decepcione essa torcida maravilhosa.


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