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Sem Firula

Sede única

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Li há poucos dias uma matéria bastante interessante.

Este 2018 que está chegando ao fim foi o primeiro ano, desde 2014, que o Flamengo não mandou nenhum jogo em Brasília.
Isso mesmo: desde a Copa do Mundo no Brasil, pelo menos uma vez, uma vezinha, o rubro-negro carioca ocupou o Mané Garrincha a cada ano – como mandante.

Nesta temporada, o Flamengo jogou em Brasília, mas não foi como mandante.

Sinceramente não faz muita diferença. A Nação faz o Flamengo sentir-se em casa em qualquer estádio brasileiro.

E foi uma forma encontrada para dar uso ao “elefante branco” brasiliense – existem outros, a Arena Pantanal, a Arena da Amazônia, a Arena das Dunas…

Mas… Qual a razão para o colunista fazer esta lembrança, às vésperas do Natal?

Simples.

Começam a especular decidir a Copa do Brasil em uma só partida, com sede única, como há anos faz a UEFA com seus torneios continentais e como fará, a partir do ano que vem, a Conmebol com a Libertadores e a Sul-Americana.

Para dar tratos a esta bola, preciso dividir minha opinião em três fatias.

Vou começar com os europeus.

É tradição as decisões serem em sede única no Velho Continente.

Os torcedores ficam sabendo com uma boa antecedência. Podem se programar.

E o melhor é a rede de transportes por lá. Facilita tudo.

Para que o leitor tenha uma ideia, em janeiro irei participar do Congresso Anual da AIPS, a Associação de Imprensa Esportiva Internacional.

Será em Lausanne, na Suíça.

Enquanto eu vou precisar voar do Rio de Janeiro para Paris, da capital francesa para Genebra, e daquela cidade suíça pegar um trem para chegar à cidade onde está o Comitê Olímpico Internacional, vários amigos europeus apenas entrarão em um trem, em suas cidades, e desembarcarão em Lausanne.

As secretarias, por exemplo, irão de Milão a Lausanne em cerca de três horas.

Sem precisar de check in horas antes, apreciando bucólicas paisagens e sem apertos.

Na Europa os deslocamentos são tranquilos.

A segunda parte, fatia, da minha opinião vem para a América do Sul.

Loucura o que a Conmebol está propondo.

Não temos malha de transporte que facilite a vida do torcedor.

Para ir ao Equador, em alguns casos, saindo do Brasil, necessita-se viajar ao Panamá.

As conexões são longas. As companhias aéreas deficientes – trem nem pensar; ônibus também; e carros…

E alguém consegue imaginar, por exemplo, estádio cheio numa final entre Atlético Nacional, da Colômbia, e Chapecoense (como seria a final da Sul-Americana há dois anos), em La Paz?

Impossível, não é mesmo?

A terceira fatia de minha intervenção, claro, recai na Copa do Brasil.

Como disse, onde quer que se realize uma decisão com o Flamengo, o estádio estará cheio.

O mesmo poderia falar do Corinthians, do Palmeiras, do Vasco.

Mas será que o torcedor do Piauí, por exemplo, encheria o estádio para ver Brasiliense e Madureira, caso estes um dia venham a decidir a Copa do Brasil?


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