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Sem Firula

Pena máxima

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E o Athletico Paranaense (já utilizando a nova grafia) sagrou-se campeão da Copa Sul-Americana, tornando-se o oitavo time brasileiro na Libertadores da América de 2019 – o sexto na fase de grupos.

O Furacão derrotou, nos pênaltis, o Junior Barranquilla e conquistou seu primeiro título internacional diante de uma Arena da Baixada lotada e enlouquecida.

A partida foi muito mais complicada do que esperavam os jogadores e torcedores do rubro-negro paranaense.

Principalmente depois que seu time saiu na frente no placar.

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O time colombiano, porém, não se afobou, manteve seu estilo de jogo (por sinal bem parecido com o adotado pelo Athletico Paranaense) e foi buscar o empate que levou a decisão para a prorrogação.

E ficaria na prorrogação o pênalti marcado a favor dos barranquilleros fosse convertido. Não foi.

Aliás, apenas para registrar, nos dois jogos da final o Junior Barranquilla desperdiçou pênaltis. E dos últimos nove pênaltis que teve a favor, converteu apenas um.

Isso mesmo: em nove, apenas um gol. Complicado querer ganhar alguma coisa, não é mesmo?

Voltando à partida decisiva…

O Junior Barranquilla não tem o que chamam de “camisa pesada” como o Deportivo Cali ou o Atletico Nacional, de Medellin – para falar de times colombianos.

E seus torcedores temiam por isso jogando a decisão fora de casa.

A equipe, porém, mostrou-se tranquila e conseguiu empatar. Na hora do pênalti, porém…

E os problemas se repetiram quando a decisão foi para os pênaltis.

O Furacão sagrou-se campeão, tornando-se o 13º time brasileiro a conquistar um título internacional (antes, sem preocupação com ordem de conquista, temos Santos, São Paulo, Corinthians, Palmeiras, Vasco, Flamengo, Botafogo, Cruzeiro, Atlético Mineiro, Grêmio, Internacional e Chapecoense).

Ah…

Pena máxima foi a manchete do principal jornal de Barranquilla, nesta quinta-feira.

Passei a partida conversando, por whatsapp, com seu editor chefe – torcedor apaixonado do Junior Barranquilla.

Elegante, ele reconheceu que o Athletico Paranaense mereceu a conquista, principalmente porque a equipe de sua cidade “ainda não se mostra madura” para voos mais altos.

E, para finalizar, duas curiosidades que uniam os finalistas: os dois, Athletico Paranaense e Junior Barranquilla foram fundados em 1924 – e os dois buscavam, na decisão, seu primeiro título internacional.

Emoções

Quem gosta de futebol não pode se queixar de crise de abstinência, apesar de a temporada pelo Brasil ter terminado há dez dias.

Nesta quarta-feira, por exemplo, além da decisão da Sul-Americana tivemos jogos da Liga dos Campeões da Europa e a primeira partida do Mundial de Clubes, nos Emirados Árabes.

E a partida entre o representante da Oceania (Team Wellington, da Nova Zelândia) e o campeão dos Emirados (Al Ain) foi para lá de emocionante – não estou falando da qualidade técnica, por favor.

Equipe semi-amadora, o Wellington chegou a abrir 3 a 0, para desespero dos árabes que enchiam o estádio em Al Ain (curiosamente, o campeão nacional teve o prazer de jogar na sua cidade, diante de sua torcida).

Só que um gol, ainda no primeiro, manteve vivas as chances do Al Ain.

No segundo tempo, os árabes (na verdade um time multinacional, com sueco, brasileiro, japonês…) foram buscar o empate.
Prorrogação. Pênaltis.

O craque do Al Ain, Berg, que marcou 40 gols em 48 partidas nesta temporada e fora responsável pelo empate (estava no banco), perdeu a sua cobrança.

Brilhou, então, a estrela do goleiro Khalid Essa, que pegou duas cobranças e classificou seu time para as quartas-de-final, contra o campeão africano, o Esperánce, da Tunísia.

River Plate, campeão da América do Sul; e Real Madrid, campeão europeu, jogarão apenas a semifinal e uma possível final.


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