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Paulistão

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Sem contar o São Paulo, que jogou ontem à noite, contra o Grêmio, no Morumbi, a rodada do fim de semana do Brasileiro da Série A foi extremamente proveitosa para os times paulistas.
Corinthians, Palmeiras, Santos e Ponte Preta bateram, respectivamente, Fluminense, Sport, Bahia e Atlético Paranaense – só o Santos jogou em casa (no Pacaembu). Uma rodada para lá de boa, convenhamos.
Com os três pontos, o Timão manteve a invencibilidade e garantiu que a diferença para o vice-líder não diminuiria nesta rodada. Como um 0 a 0 contra o Patriotas, da Colômbia, vale uma classificação na Sul-Americana, Fábio Carille talvez até poupe alguns jogadores.
O Palmeiras, diante de um Sport que bateu o recorde de passes errados, saiu de Recife com a vitória e a paz que precisava para o jogo de amanhã contra o Cruzeiro, pela Copa do Brasil – seu rival, ao contrário, voltou de Florianópolis com uma derrota e à beira de uma crise, com a galera querendo a cabeça de Mano Menezes.
O Santos passou com facilidade pelo Bahia, com um detalhe curioso: o autor dos três gols da vitória foi criticado pelo treinador santista, que afirmou que ele fizera uma má partida. Amanhã, o Santos precisará virar um placar de 2 a 0 contra em cima do Flamengo, que também encontrou um pouquinho de paz após a vitória sobre o Coritiba.
A Macaca, que está na sua briga habitual para uma posição intermediária no Brasileiro, bateu bem o Atlético Paranaense, em Curitiba, e poderá descansar. Ou melhor: viajará para seu jogo pela Sul-Americana, contra o Sol de América, pensando no empate que vale sua vaga. Simples assim.
Sinceridade
Pós-jogo entre Fluminense e Corinthians.
Os dois treinadores falaram praticamente ao mesmo tempo nas normalmente insossas coletivas.
Carille, do Corinthians, afirmou que seu time não se sentiu pressionado com os dois empates anteriores, contra Atlético Paranaense e Avaí. Lembrou, por exemplo, que o time catarinense batera o Grêmio em Porto Alegre e, neste domingo, vencera o Cruzeiro. Fez questão de dizer que não pensa em recordes ou invencibilidades.
No lado tricolor, Abel Braga viu seu time com chances de ao menos empatar, lamentou o enorme número de desfalques, protestou contra a perda de jogadores importantes (Wellington Silva já foi embora; Richarlison pode estar deixando o clube) e, para encerrar, fez questão de dizer que o Corinthians está “confiante”.
Pela análise do técnico do Fluminense, o Corinthians tem plena consciência do que faz em campo. Não se abala com pressão ou situações inesperadas.
No chamado “frigir dos ovos”, concordou com seu colega corintiano quando afirmou que um ou outro tropeço não abalaram seu time.
O Corinthians chegou a 40 pontos ganhos. O Fluminense, que vem inconstante nos últimos jogos, ficou em 21. Isso mesmo: 19 pontos de distância.
A campanha do Timão é algo quase impensável. E os recordes…
Questionado sobre se pensava em bater as invencibilidades de Flamengo e Botafogo, nos anos 80 (52 jogos sem perder), foi mais uma vez sincero: não.
Mais importante, disse Carille, é o time continuar rendendo.
Sobre favoritismo para o título, lembrou que faltam 22 jogos e “muitos pontos a disputar”.
Simples assim.
Que final
Com Cesar Cielo de novo no time, o revezamento 4x100m masculino do Brasil garantiu a medalha de prata no Mundial de Esportes Aquáticos que acontece em Budapeste.
Ficou a 28 centésimos do time americano, que levou o ouro.
O tempo, se fosse obtido nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, também garantiria a segunda colocação.
Bruno Fratus, último do grupo a cair na água, chegou a estar a 2 centésimos do primeiro lugar.
Uma chegada empolgante.
Ótimo ver Cielo de novo nadando – e fica a pergunta: será que valeu a pena deixá-lo de fora dos Jogos Olímpicos por não ter alcançado o tempo exigido pela Confederação Brasileira?


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