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Sem Firula

Os culpados

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Enviei cedo a coluna de segunda-feira.
Tinha compromissos à tarde e, se desse algum problema, não deixaria o pessoal da redação na mão.
De mais a mais, tirando a luta contra o rebaixamento, pouco haveria o que comentar pela rodada do Brasileiro.
Fiquei liberado mais cedo do que esperava pude acompanhar os jogos. Minha atenção estava totalmente voltada para o duelo entre Ponte Preta e Vitória, em Campinas.
Conforme havia escrito, era o jogo mais importante da 37ª rodada – sem qualquer menosprezo à entrega do troféu e das faixas para o Corinthians.
Conheço bem a cidade de Campinas. E também a torcida da Ponte Preta.
Sabia que os nervos estariam à flor da pele.
A boa vantagem (2 a 0) obtida logo no início do jogo deveria ser suficiente para acalmar os ânimos. Mesmo porque o time baiano não se arriscaria a levar uma goleada estrondosa que pudesse prejudicar o saldo de gols, segundo critério de desempate – e muito provavelmente utilizado para saber quem vai cair.
Só que Rodrigo, sabe-se lá a razão, resolveu estragar tudo.
O que ele fez acontece toda hora em jogos de futebol. Só que agora, com trocentas câmeras voltadas para o gramado, alguém visualizaria a atitude.
Difícil será o quarto árbitro explicar como conseguiu ver, mas essa é outra conversa.
Aí, o Vitória foi para o jogo.
Rapidinho, no segundo tempo, empatou. O clima ficou ruim no Moisés Lucarelli. O que era amor virou terror. A esperança deu lugar ao destempero.
No terceiro gol do rubro-negro baiano, o tempero desandou de vez.
O que os marginais que estavam nas arquibancadas no meio de campo fizeram não tem explicação.
Ou melhor, tem sim: são imbecis.
Não sabiam que o regulamento, neste caso, só causaria prejuízos à Ponte Preta.
Restavam, ainda, uns dez, 12 minutos de bola rolando.
A (re)virada seria difícil, mas poderia acontecer.
Só que os marginais decidiram invadir o gramado.
Corre, corre. Jogadores fugindo para os vestiários (alguns da Ponte Preta, por estarem mais perto, rumaram para o vestiário do Vitória).
Aranha ficou sozinho em campo. Ouviu uns palavrões, mas felizmente não foi agredido.
A Polícia Militar, como de hábito, agiu mal – impressionantes e lamentáveis as cenas do guarda empurrando um torcedor, com sua família, para fora do estádio.
Fora do estádio (amigos meus moram por lá) bombas explodiam. Correria. Crianças chorando. Gritos de pavor.
A PM tentava fazer alguma coisa. “Limpar” as arquibancadas.
Mesmo assim, não garantia o prosseguimento da partida. Houve pressão, claro, por parte dos baianos.
Jogo encerrado. Ponte Preta rebaixada e, com certeza, jogando as primeiras partidas da Série B de 2018 longe de seus torcedores.
Os marginais que rebaixaram fora de campo não se incomodarão com isso. Quem “não jogou” e proporcionou a queda dentro de campo também não.
E a Macaca vai amargar um 2018 muito complicado.
Que os verdadeiros torcedores procurem os culpados e os afastem de seu convívio.


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