Siga o Jornal de Brasília

Sem Firula

Não é por acaso

Avatar

Publicado

em

PUBLICIDADE

Há dez dias, mais ou menos, terminou o Brasileiro da Série A de 2018.

Conforme o colunista havia previsto, a intensa luta para fugir do rebaixamento acabou baixando a chamada “linha de corte”.
Explico: chamo de “linha de corte” a quantidade de pontos necessária para uma equipe fugir da degola, na Série A.
Em 2017, o 17º colocado foi o Coritiba, com 43 pontos ganhos.

Em 2016, a triste honraria (ser o primeiro dentre os que caem) foi do Internacional, também com 43 pontos ganhos.
Este ano, coube ao Sport a posição. Com 42 pontos ganhos – mesmo total do Avaí (que vai subir na próxima temporada), em 2015.

Ao olhar as classificações finais, porém, descobri outras coisas bastante interessantes.

Vejam o caso do Vitória, por exemplo.

O rubro-negro baiano, que fechou o Brasileiro em 19º lugar, com 37 pontos ganhos, escapara em 2017 pelo número de vitórias – chegou à última rodada com o mesmo total do Coxa, mas conseguiu 11 vitórias, contra apenas 10 do time paranaense.

E mais: em 2016 o Vitória também foi o último dos que sobreviveram, com 45 pontos ganhos (atrás, vejam só, do Coritiba).
Falando de forma franca e sincera, o rubro-negro baiano flertava há tempos com o rebaixamento.
Mas não foi só ele, não.

O Sport, ano passado, somou 45 pontos ganhos, ficando em 15º lugar. Uma vitória menos e já teria sido rebaixado.

Em 2016, o Leão de Recife conquistou 47 pontos ganhos, terminando em 14º lugar. Perceberam?

O América Mineiro, como já muito se comentou, é o perfeito ioiô.

Sobe num ano, desce no outro.

Isso já acontecera, para ficar no caso mais recente, em 2016 – só que, então, o Coelho foi o lanterna da Série A, com apenas 28 pontos ganhos (este ano chegou a 40 e poderia ter escapado na última rodada).

Para que não surjam dúvidas, o colunista avisa que o Vasco, com o total de pontos deste ano, também escaparia em 2017.
Superaria o Coritiba no saldo de gols, ou melhor, no déficit: empatados em pontos (43) e vitórias (10), o Coxa terminou com menos nove de saldo e o Vasco com “apenas” menos sete.

Já se a comparação for feita com 2016, a pontuação do Vasco este ano seria insuficiente para escapar em 2016, quando o Internacional marcou os mesmos 43 pontos ganhos, mas teve 11 vitórias.

O Corinthians, campeão brasileiro de 2017, com sua pontuação deste ano ficaria ali pelo 15º lugar em 2015; em 16º em 2016; e também em 15º no ano de seu título.

Outro que anda namorando seriamente com a degola é o Fluminense.

Depois de escapar em 2013 devido às escalações irregulares de jogadores por Flamengo e Portuguesa, o tricolor carioca até tem conseguido escapar das últimas colocações, mas faz sua torcida sofrer.

Sua pontuação neste ano, que valeu o 12º lugar, seria suficiente para deixá-lo apenas em 15º na temporada passada. Ou 16º em 2016.

Pelo retrospecto já citado, é bom os torcedores do time das Laranjeiras exigirem mudanças drásticas na sua direção (o mesmo vale para o Vasco, é claro) se não quiserem repetir o histórico de Vitória e Sport.

Ah… Para que não digam que deixei de falar do Paraná, lanterna deste ano, esclareço que o total de pontos do time paranaense (23) é o menor dos últimos quatro Brasileiros.

Os lanternas, de 2015 para cá, foram Joinville (31, em 2015), América Mineiro e Santa Cruz (28, em 2016) e Atlético Goianiense (36, em 2017).

Lembrando que, dos times que caíram em 2017, apenas o Avaí “bateu e voltou”.

O Dragão, a Ponte Preta e o Coxa caíram e continuaram – o time goiano até ensaiou, mas não teve gás; a Macaca perdeu a vaga na última rodada da Segundona (justamente para o Avaí) e o Coritiba fez uma campanha risível.


Leia também
Publicidade
Publicidade
Publicidade