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Sem Firula

Ironia

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O São Paulo é o proprietário do Morumbi. Por muitos anos o estádio foi o maior estádio particular do mundo. Lá já tivemos shows, Papa e, claro, grandes jogos. Jogos que decidiram o Campeonato Paulista, mesmo sem o seu dono; jogos que decidiram o Campeonato Brasileiro, algumas vezes também sem a presença do tricolor. Pois este ano, pelo maravilhoso regulamento do Campeonato Paulista, o São Paulo, que foi o líder do seu grupo na fase de classificação, pode ser obrigado a decidir a vaga à semifinal fora do Morumbi. Parece loucura? Pois não é. Ou melhor: é loucura, sim, da cartolagem da federação somada à incompetência da Polícia Militar paulista, a mesma que conseguiu que os clássicos sejam jogos de uma só torcida presente ao estádio.

Como era de se esperar, os grandes não só se classificaram para o mata-mata como ganharam seus grupos. Assim, Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo teriam o direito de jogar a segunda partida das quartas-de-final em casa. Teriam. Um dispositivo do regulamento estabelece que, caso os três grandes da capital passassem de fase, um deles, o de pior campanha, poderia não atuar em seu estádio – e o time de Rogério Ceni ficou nesta situação, atrás de Palmeiras (a melhor campanha entre todas as equipes, apesar da derrota na última rodada) e Corinthians.
Perceberam a ironia? O São Paulo, proprietário do Morumbi, talvez seja obrigado a, mesmo com a vantagem prevista no regulamento, a jogar fora do Morumbi – situação também prevista no regulamento. Um contrassenso.

A possibilidade levantada para que o tricolor jogue em seu estádio é que a partida contra a Linense seja realizada na segunda-feira, deixando o sábado para um jogo (provavelmente o Corinthians); o domingo para outro (Palmeiras) e a segunda para o tricolor – mas com esta possibilidade Rogério Ceni não parece concordar.

Sem valor

O Fla-Flu é considerado por muitos (este colunista incluído) o clássico mais importante do futebol brasileiro. Por tudo o que cerca a partida, pelo fato de o futebol rubro-negro ter surgido de uma dissidência no tricolor… Fla-Flu é Fla-Flu.

Pois tanto fizeram que o jogo deste domingo, válido pela última rodada da Taça Rio, o segundo turno do Campeonato Carioca, poderá ser o primeiro da história a ser disputado apenas por jogadores reservas dos dois times. Isso mesmo: provavelmente o Fla-Flu será disputado por 22 jogadores reservas – sem falar que vai acontecer na cidade capixaba de Cariacica, porque a cidade do Rio de Janeiro não tem estádio disponível para receber o jogo.
Vergonha.

A primeira deixa de utilização de reservas foi dada por Abel Braga, treinador do Fluminense. Com jogadores contundidos, outros desgastados, e pensando na Copa Sul-Americana (o tricolor estreia quarta-feira, provavelmente no Maracanã, contra o Liverpool, do Uruguai), Abelão avisou, assim que terminou a partida contra o Madureira que iria escalar “uma equipe alternativa”. O clássico vale muito para a torcida, talvez para a galera, mas para o Estadual, quase nada.

À noite, após o empate de seu time diante do Volta Redonda, o treinador do Flamengo deu a entender que também pretende poupar seus titulares. E o Fla-Flu caminha para ser jogado apenas por reservas.

Associação

Este colunista estará hoje, em Fortaleza (amanhã também), para o congresso da ABRACE, a Associação Brasileira de Cronistas Esportivos.
O Congresso tem diversas utilidades, como discutir a questão profissional da categoria, mas marcará dois importantes fatos: a despedida do atual presidente, Aderson Maia, presidente da entidade há 25 anos, que deixará o cargo; e a eleição do novo presidente, em embate que reunirá um candidato de Minas Gerais, Alberto Afonso; e um de Brasília, Kleiber Beltrão.
Que vença o melhor – ambos são excelentes.

Abusados

Os três visitantes ganharam os jogos de ida das quartas-de-final da Copa do Nordeste. As duas equipes sergipanas (Itabaiana e Sergipe) foram derrotadas, respectivamente, por Santa Cruz e Bahia – aliás, estranhei a pouca presença de público na partida do Sergipe. O River do Piauí também perdeu seu jogo, para o Vitória.Os três derrotados vão precisar cortar um dobrado se desejarem seguir em frente na Lampions League, mas devo admitir que a situação mais complicada é justamente a do Sergipe, que precisará “virar” uma desvantagem de dois gols, ou seja, precisará derrotar o Bahia, na Fonte Nova, por três gols de diferença.

Os visitantes foram muito abusados, mesmo.


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