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A seleção brasileira jogou ontem, pelas eliminatórias da Copa do Mundo. O time de Tite garantiu, finalmente, sua vaga na Rússia em 2018. Que bom… Mas hoje teremos jogos pelos campeonatos estaduais. A bola não para no outrora país do futebol.

Em São Paulo teremos a última rodada da fase de grupos. Os oito classificados para as quartas-de-final estão praticamente definidos: Corinthians (Grupo A), Linense e São Paulo (Grupo B), Palmeiras e Novorizontino (Grupo C) e Santos e Ponte Preta (Grupo D). A última vaga está entre Botafogo de Ribeirão Preto e Ituano, com ampla vantagem para o time que revelou Sócrates. O restinho de emoção que sobre é para a definição de quem será primeiro ou segundo e, esta sim, quem vai cair – o Audax, por exemplo, lanterna geral da competição, pode colocar o Santo André no fogo se vencer o confronto direto entre ambos e safar-se.

No Rio de Janeiro também teremos futebol. E na Cidade Maravilhosa a situação é ainda pior, ou melhor, é ainda menos emocionante. O louco regulamento que os cartolas da Federação de Futebol do Rio de Janeiro bolaram deixou a Taça Rio (que vale, também, como o segundo turno da competição) com importância quase zero.O Fluminense, campeão da Taça Guanabara (o primeiro turno do Estadual), já está na decisão. O Flamengo, pelo total de pontos que já alcançou, também – mesmo que fique de fora da decisão da Taça Rio. Aí, sobram duas vagas que podem ser do campeão do segundo turno ou das duas equipes que mais somarem pontos, além dos times que ganharam os turnos. Os pequenos, infelizmente, não assustam. E tome jogo sem emoção.

Emoção que não deve faltar, felizmente, nas quartas-de-final da Copa do Nordeste. Hoje teremos três jogos: Itabaiana x Santa Cruz, em Sergipe; River x Vitória, no Piauí; e Sergipe x Bahia, também em Sergipe.Se a teoria valesse alguma coisa no futebol, os visitantes poderiam ser considerados favoritos.Só que os donos da casa sabem que, se quiserem sonhar com um futuro na competição, precisam ganhar – e bem. Não custa lembrar que, este ano, o campeão da Copa do Nordeste de 2016 ficou “guardado” e só vai entrar na Copa do Brasil na próxima fase, quando entrarão também os times da Libertadores. É um bom adianto, não é?

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No Paranaense, também com a última rodada da classificação, a dúvida é saberqual será o futuro do Atlético Paranaense. Há tempos o Furacão diz não dar atenção à competição regional, mas a possibilidade de o time ser eliminado ainda na primeira fase do torneio mobiliza sua torcida que não deseja ser alvo das gozações dos rivais. Em sétimo lugar na classificação (passam os oito primeiros colocados), o rubro-negro não pode perder para o Paraná (líder, já classificado) sob pena de não arrumar um lugarzinho entre os oito.

O Rio Grande do Sul também encerra nesta noite sua fase de classificação. O Internacional não está bem, mas pelo menos não corre o risco de ser eliminado. Pode até pagar o mico de entrar no mata-mata “na bacia das almas”, mas ficar de fora, não. Este risco quem corre é o Juventude, que chega à última rodada em oitavo lugar, apenas um ponto à frente do Brasil de Pelotas. Até o Ypiranga, que hoje está na zona de rebaixamento, pode tirar o lugar do time de Caxias do Sul. Preocupante a situação do campeão da Copa do Brasil de 1999.

Apesar de o colunista ter tentado dar cores de emoção e alegria para a realização destes jogos (teria outros a citar), a grande realidade é o absurdo da situação.

A seleção brasileira jogou ontem. Todas as seleções da América do Sul também. Nossos times se viram desfalcados pelas convocações. O torcedor viveu a emoção de reencontrar-se com sua paixão – felizmente Tite fez a equipe voltar a jogar bem. No entanto, pelo louco calendário brasileiro, temos jogos hoje. E alguns decisivos, como foi explicado.

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A falta de datas é um problema para o futebol mundial, mas no Brasil, a CBF, ávida por agradar às federações estaduais, tudo permite. Já passou da hora de ser determinado um número máximo de clubes nas primeiras divisões regionais, permitindo um calendário mais racional, com menos jogos que não valem nada e mais tempo para preparar-se as equipes. De nada adianta termos jogos segunda, terça, quarta, quinta, sexta, sábado e domingo se estes são de baixa qualidade e não empolgam os torcedores. Dói ver um estádio vazio.

Hoje tem futebol, mas, com sinceridade, em vários casos seria melhor que não tivesse.




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