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Sem Firula

Expectativa

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Hoje deve ser um dia especial para o futebol brasileiro. Digo deve porque o futebol não é para amadores e nos reserva surpresas a cada instante – nem sempre agradáveis. E é pensando na possibilidade de uma surpresa desagradável que escrevo o “deve ser”. Falo, é claro, da partida entre Brasil e Paraguai, pelas eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia. Uma vitória coloca a seleção brasileira no Mundial. Mais uma vez. Continuaremos a ser a única equipe que nunca faltou a uma Copa do Mundo, desde os tempos do convite (1930, no Uruguai, por exemplo), até às duras eliminatórias que classificaram, por exemplo, para o México, em 1970, ou os Estados Unidos, em 1994 – propositalmente citei duas classificações difíceis que culminaram com a conquista do título.

Um leitor mais atento, ou ranheta, poderá protestar. “O que há de especial se sempre nos classificamos?”, há de ser a pergunta.A resposta é simples: desde 8 de julho de 2014 a seleção viu seu vínculo com a torcida brasileira esgarçar-se. Pode-se dizerque desde então a seleção brasileira não atrai a galera como sempre se espera. Os 7 a 1 da Alemanha marcaram fundo, abriram cicatrizes que irão demorar muito a fechar. No meu caso, digo com sinceridade, jamais haverá cura. Só não senti mais porque, em decisão dura, mas bem pensada, decidi não ir a Belo Horizonte para participar dos comentários do jogo. Lembro que cheguei a dizer “se vou e a gente perde vão dizer que sou pé-frio”. Jamais imaginei, porém, que poderíamos ser derrotados da forma como fomos.

Voltando ao jogo de logo mais…

A partida contra o Paraguai promete ser dura. Dura porque, se o leitor não lembra, nos últimos quatro confrontos contra os guaranis ficamos no empate.E, nos pênaltis, em alguns casos, fomos eliminados (Copa América).Como se vê, os paraguaios gostam de criar problemas. E hoje não há de ser diferente. Eles ainda sonham com uma vaga no Mundial. Um sonho bem mais distante do que o nosso. Para a seleção paraguaia, um empate hoje mantém a equipe na busca da quinta colocação e da possível classificação na repescagem. Não esperem o Paraguai lançando-se ao ataque. Em compensação, um contra-ataque pode ser mortal. E a torcida, querendo vitória…

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Tite já comandou o Brasil em oito jogos. São oito vitórias. Sete partidas foram pelas justamente pelas eliminatórias da Conmebol. O Brasil saiu de uma complicada situação na classificação para a virtual classificação que, hoje, pode ser sacramentada. O oitavo jogo já disputado sob o seu comando foi o amistoso contra a Colômbia. Venceu, também.

A torcida está ávida por festejar a classificação.Se não vier hoje, virá na próxima partida. Ou na seguinte. Faltam, contando com o jogo de hoje, cinco partidas. E são necessários dois pontos – ou nenhum, dependendo da combinação de resultados.
Hoje deve ser um dia especial para o futebol brasileiro. Não pela classificação, apenas, mas pelo reencontro de nossa torcida com a seleção.

Atrasados

Assim que terminou o clássico entre Flamengo e Vasco, no Mané Garrincha, a Federação de Futebol do Rio de Janeiro anunciou que o árbitro que apitou a partida iria “reciclar-se”, ficando afastando das atividades “por tempo indeterminado”.

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Pergunto: deve-se elogiar a rápida decisão ou… Respondo, de pronto: não há o que elogiar.O que deveria ter sido feito, há muito tempo, era afastar-se o simpático Índio (vou me permitir não citar seu nome, apenas o apelido, para não dar cartaz a quem há tanto tempo faz lambanças). A decisão tomada domingo é tardia. E, como de hábito, acontece depois de mais uma sucessão de graves erros.

Não vou nem falar do pênalti que não existiu. A culpa neste caso é mínima do árbitro – se o leitor reparar, ele tinha a visão encoberta por um zagueiro do Flamengo; o auxiliar é quem deveria alertá-lo. Mas o teatro que Índio armou na jogada que culminou na expulsão de Luís Fabiano… Faça-me um favor.

Não foi nem falta. Aí, o apitador dá cartão amarelo e expulsa o Fabuloso. Todos sabemos o quanto ele é estourado. Mas não houve agressão. Talvez até tenham sobrado palavrões, mas agressão… E para aquela palhaçada de ir correndo para trás… Não, não e não.
Como disse, a decisão da cartolagem da Federação de Futebol do Rio de Janeiro é correta, mas chegou muito tarde. E só chegou depois de mais um tiro na credibilidade do quase falido Campeonato Carioca.

Fator Neymar

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Lembram-se de como Neymar estava fora de sintonia na Copa América do Chile, em 2015? Pois bem…

Na época ele estava fortemente envolvido com a questão das acusações se sonegação fiscal na Espanha e no Brasil. Não jogou bem e, de quebra, ainda foi expulso. Expulsão que o deixou de fora das primeiras partidas das eliminatórias do Mundial. Para sorte de Tite, a seleção brasileira, após a partida de hoje, somente voltará a campo em agosto. E digo felizmente porque nos próximos dias Neymar começará a ver seu nome envolvido em diversas potenciais negociações.

Pelo menos dois times ingleses, Manchester City e Manchester United, deverão fazer ofertas ao Barcelona para contratá-lo. De quebra ainda podemos ter o Paris Saint-Germain (de novo) e, quem sabe, até um chinês. É claro que a cabeça do jogador deverá ficar baratinada, para usar uma expressão mais antiga. Ruim




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