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Sem Firula

É hepta (?)

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Há alguns anos, quanto tínhamos Ayrton Senna mobilizando a Fórmula 1, um jornal publicou na sua edição de domingo a pérola “leia aqui se Senna foi campeão” e “leia aqui se ele perdeu o título” – a prova no Japão decidia a temporada e terminava num horário que impedia sua publicação naquele dia.
Se o leitor for corintiano, leia esta abertura de coluna sem a interrogação, festejando o título antecipado.
Caso contrário, considere a pontuação e adie sua festa por quatro dias. Só isso.
Festa cá
O América Mineiro já havia garantido seu lugar. Terça-feira à noite foi a vez do Internacional – o Ceará está naquela situação do anti-milagre para não subir, mas como pode acontecer…
Só que a festa do Colorado foi tímida. O empate de 0 a 0 diante do Oeste, se garantiu o retorno do time gaúcho à Série A (e praticamente tirou as chances da equipe paulista), mostrou o que foi o ano do Internacional: uma tristeza.
Vice-campeão gaúcho (e não foi para o Grêmio a derrota na final), o Internacional não chegou a empolgar sua torcida em momento algum. Só que, como admitiram seus cartolas no início da temporada, o ano seria para marcar a volta da equipe à elite do futebol nacional.
Aconteceu. Pode ter festa.
Bem diferente do que acontece com ABC, Náutico e Santa Cruz. Os três já foram rebaixados para a Série C. A indesejada vaga que falta está encaminhada para a Luverdense, que fez o favor de perder em casa para o Boa, safando o time mineiro.
Ainda correm riscos o Guarani, o Figueirense e o Goiás (CRB e Paysandu menos, bem menos), mas vai ser difícil o time de Lucas do Rio Verde escapar. Como é futebol, porém…
Festa lá
Feriado, no meio de semana, boa oportunidade para aquele soninho até mais tarde, certo? Errado.
Antes das seis da manhã o colunista já estava acordado. A razão? A definição da penúltima vaga para a Copa do Mundo de 2018, entre Austrália e Honduras.
Com o fuso horário, nossa manhã era a noite de Sydney.
E lá foram (ou melhor, irão) os cangurus para mais uma Copa. De forma mais complicada do que esperavam, mas vão.
Como se sabe, a Austrália trocou seu continente geográfico para ter vida mais fácil nas eliminatórias (o Oceania tem meia vaga – por isso, por sinal, hoje teremos Peru x Nova Zelândia, definindo o 32º país que estará na Rússia), mas isso não deu muito certo.
Para chegar à Rússia os “aussie” tiveram de jogar uma repescagem na Ásia, contra a Síria, e outra contra Honduras.
Mas valeu. Como valeu ver a alegria dos torcedores que lotaram o estádio e a festa, linda, de fogos de artifício cruzando a noite e comemorando a classificação.
Chatinho…
E o último amistoso do ano da seleção brasileira, hein?
Não fosse pelo espetacular público, superior a 85 mil torcedores em Wembley (nunca mais teremos isso aqui), seria uma partidinha chinfrim como tantas outras que acontecem por aí.
O jogo, chato, como já escrevi, encerrou a temporada.
Agora é esperar o sorteio do dia 1º de dezembro, no Kremlin, para saber quem estará no nosso caminho na primeira fase da Copa do Mundo.
Os potes estão praticamente definidos (pelo ranking da Fifa de outubro) e há possibilidades de termos dois europeus pela frente na fase de grupos – sobre isso falaremos mais quando estiver tudo definido.
Só posso dizer que, com certeza, o sorteio vai ser bem mais emocionante do que foi o amistoso contra os ingleses.


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