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Sem Firula

Desnível

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Este colunista praticamente ainda não havia falado da Copa São Paulo de juniores, que este ano chega à 50ª edição.

Anunciei seu início, lembrei do absurdo de termos 128 times na luta e esperava.

Esperava que o funil apertasse um pouco mais.

Algumas coisas, porém, não podem ser deixadas para depois.

Como a cruel tabela que obrigou times a jogarem com um intervalo inferior a três dias, por exemplo.

E anda fazendo calor em São Paulo.

Decidi escrever hoje, porém, para registrar o desnível entre as equipes participantes.

Após ser derrotado na noite de domingo, pelo Palmeiras (considerado um dos favoritos para brigar pelo título), o Galvez, do Acre, não sabia como voltar para casa.

Sabem a razão?

Modesto, o time acreano tinha se programado para voltar após a fase de grupos.

Nem em sonho imaginava classificar-se.

Mas passou. E aí… Bem, perdeu as passagens.

Para piorar (ou melhorar?), venceu o primeiro jogo do mata-mata.

A permanência em São Paulo é garantida pela organização, mas a volta…

O dinheiro acabara. As passagens estavam perdidas – e o time, enfim, eliminado.

O algoz Palmeiras resolveu.

Bancou a volta dos meninos acreanos. E ainda organizou uma visita pela Allianz Arena para todos.

Atos dignos de grandes esportistas.

O que será que ficará mais marcado nas mentes dos garotos do Galvez?

As duas classificações inesperadas ou a gentileza do Verdão?

Mau exemplo

Por muito tempo o Flamengo se notabilizou por, a cada eliminação ou derrota mais frustrante, anunciar o desejo em contratar algum grande jogador.

Os cartolas da Gávea eram especialistas nisso – e desviavam o foco dos protestos dos torcedores para alimentar sonhos que jamais seriam realizados.

Em grave crise financeira e política (sinceramente não sei a ordem de importância ou relevância), o Fluminense começa a fazer o mesmo.

Só que em níveis bastante diferentes do Flamengo, que hoje tem absolutas condições de, sim, contratar praticamente quem desejar.

Com dívidas crescentes e pedidos de impeachment do presidente, o tricolor carioca anunciou, nos últimos dias, interesse em dois jogadores – Nenê e Ganso.

O veterano Nenê, praticamente sem ambiente no São Paulo, não é meta inatingível.

O problema é pagar o salário – e o Fluminense tenta convencer o São Paulo a rachar a despesa.

Sem conseguir na Europa mostrar o futebol que o fez, um dia, ser considerado melhor do que Neymar, Ganso é a segunda aposta dos cartolas tricolores.

Esbarra-se, porém, no mesmo problema: como pagar os salários?

Enquanto isso, o presidente do Fluminense convoca uma assembleia geral de sócios para decidir se ele deve ou não permanecer no cargo, quando mais fácil seria demitir-se e parar de enganar os torcedores com falsas promessas.


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