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Sem Firula

Alô, Rio

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Espero, com sinceridade, que as pessoas responsáveis pela cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016 tenham visto o que os franceses realizaram para a abertura da Eurocopa, sexta-feira. Nada de pirotecnias tecnológicas, nada de efeitos computadorizados, nada disso. Emoção, porém, sobrou. Como sobraram também romantismo e exibição de aspectos franceses – exatamente o que esperamos que aconteça na abertura da Olimpíada carioca.

O gramado do Stade de France foi coberto por uma lona, ou algo parecido, reproduzindo os famosos jardins parisienses. No meio do campo, uma estrutura que, inicialmente, se mostrava um carrossel e, sem maiores aparatos, transformou-se e exibiu a logo da competição. E dançarinas de can-can, bailarinas, modelos com pirulitos gigantes, um DJ… De repente, surge a figura da Torre Eiffel. Como se fosse um bandeirão. Simples assim. Claro que o arremate, o canto da Marselhesa, já se configuraria um ganho sobre qualquer outro evento, mas, no caso, foi a super-cereja do bolo. Começaram bem os franceses. Que nós façamos o mesmo.
Perigo, perigo…
Me perguntaram se eu teria medo de comparecer à Eurocopa. A pergunta, claro, vinha baseada no risco de algum tipo de atentado terrorista na França. Lembrei, de pronto, do criminoso ataque de 13 de novembro e dos seguintes problemas na Bélgica e, de novo, em território francês. Minha resposta, porém, de pronto foi não, não teria medo. O esquema de segurança que a França (e demais autoridades europeias) adotaram para a competição é algo gigantesco e jamais visto em qualquer competição esportiva do planeta. Mais de 120 mil homens estão mobilizados. Muitos agentes secretos. O cidadão com cara de bobo que está a seu lado (se você estiver na França, claro) pode ser um super-preparado agente antiterror. Na sexta-feira, horas antes do início de França x Romênia, quem estava na sala de imprensa do Stade de France foi avisado que cães farejadores iriam percorrer o espaço para ver “se estava tudo bem”. Não, não teria medo em cobrir a Eurocopa.
Ontem, porém, vejam só, horas antes de Inglaterra x Rússia, em Marselha, foram vistas nas ruas da cidade portuária francesa as reais preocupações para a segurança da Eurocopa: as torcidas de alguns países. Uniram-se, ou melhor, confrontaram-se, vândalos ingleses e russos – dizem que a confusão começou com a provocação dos russos. A polícia francesa teve de agir com dureza, apelando até para bombas de gás e balas de borracha. Pelo menos um hooligan está entre a vida e a morte (até a hora em que escrevo a coluna). Um alerta de segurança máxima foi expedido pelas autoridades francesas. Lembrei, então, da Copa de 1990, na Itália. Estava viva na cabeça de todos a tragédia de Heysel, quando hooligans mataram torcedores italianos. Coincidentemente, a Inglaterra foi sorteada para Palermo. A voz das ruas dizia, ou avisava, que quem não se comportasse adequadamente não voltaria para casa. Não foi registrado um caso sequer de tumulto. Respeito é bom e a máfia gosta…
Tetra penta
Ou penta tetra? Sinceramente não sei. Num fim de semana de tanto futebol, não dá para deixar de falar da conquista do Flamengo no NBB. Pela quinta vez em oito edições (a quarta consecutiva, daí a dúvida em tetra penta ou penta tetra), o rubro-negro carioca levantou o troféu do torneio, arrasando o Bauru na quinta e decisiva partida da competição este ano. E, mais uma vez, Marcelinho estava lá para festejar- um dado do colunista: o leitor sabe que Marcelinho é o único atleta de esporte coletivo a ter conquistado três medalhas de ouro consecutivas em Jogos Pan-Americanos? O mais curioso foi ouvir, na comemoração da galera flamenguista, a alusão ao Vasco com o famoso “a tua hora vai chegar”. Na próxima temporada o time cruzmaltino estará no NBB.
Clássicos
E para não dizerem que não falei de Brasileiro… Hoje temos Palmeiras x Corinthians, na Allianz Arena. Infelizmente jogo de uma torcida só. E a galera palmeirense fez bem o seu dever de casa, esgotando os ingressos disponíveis já na quinta-feira. Jogão que vale a liderança do Brasileiro. Em Minas Gerais a grande atração do Atlético Mineiro x Cruzeiro é a estreia de Fred no Galo. Os torcedores atleticanos não negam estar com o pé atrás com o camisa 9, ou melhor, 77 (marketing funcionando a toda), afinal de contas, ele sempre se disse cruzeirense e, de repente, descobriu que quando criança torcia pelo Galo. Como, dizem, há uma cláusula no contrato que paga R$ 10 mil a mais por gol… Certamente o estádio estará lotado para ver o novo ídolo.


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