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Professor M.

Dados, a matéria-prima da gestão de negócios

Na gestão de negócios existe uma matéria-prima importante: os dados da própria organização. Gerenciá-los é essencial para o sucesso da empresa!

Prof. Manfrim

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Nos dias de hoje é comum encontrarmos paredes com post-its, papeletas e cartazes nos ambientes organizacionais, nutridos por metodologias ágeis, deixando a empresa cool, descolada e contemporânea.

Essa atmosfera de inovação, quando bem gerenciada, é um ponto forte e contributivo na comunicação organizacional, deixando a informação visível, compartilhada, aparente e exposta, beneficiando a transparência.

Esse é apenas um exemplo de como a informação pode ser gerada, propagada e compartilhada nas organizações. Uma mostra de como dados podem se transformar em informação e modificar a realidade das empresas.

Frequentemente alguns gestores não dão o devido valor aos dados nas organizações, mesmo em informações simples e básicas, tais como histórico de vendas e fluxo de caixa, se a organização está crescendo ou retraindo, por exemplo.

Assim, uma vez que a organização gerencia as informações, elas devem ser exploradas em análises e estudos, como por exemplo o número de atendimentos realizados, cadastro de clientes, informações de estoque, indicadores operacionais para as equipes e rentabilidade do negócio.

A gestão de informações tem como principais objetivos (MELLO, 1998):

  • Disponibilizar informações de forma simples e acessível a todos;
  • Fazer com que a informação chegue ao maior número de pessoas;
  • Autonomia do funcionário/servidor;
  • Busca constante pela qualidade;
  • Criar uma cultura de compartilhamento e transparência.

Afinal, dados e informações podem ser essenciais nas perspectivas que tratamos nos artigos ‘O dia em que a empresa parou’ e ‘A empresa ainda pulsa’.

Afinal, quais dados e informações são importantes?

Para se identificar quais dados são importantes é necessário pensarmos no processo e em qual área se deseja monitorar, por exemplo, em setores como comercial, vendas, finanças e recursos humanos da organização.

Quando imaginamos a área comercial de uma organização é comum pensarmos em um método de trabalho, alguns procedimentos organizados, um funil de vendas estabelecido ou um passo-a-passo do processo.

Essas são ações básicas tradicionais que se inicia com o cliente entrando em contato com a empresa, depois um vendedor realizando o atendimento, em seguida gerando uma interação e no final a venda.

Veja, que mesmo em um processo simples como esse, podemos observar algumas informações básicas, tais como:

  • Clientes: Quantidade de clientes antigos, novos e evadidos;
  • Atendimentos: Quantidade de atendimentos realizados;
  • Interações: Quantidade de interações geradas;
  • Vendas: Número de vendas efetivadas.

Essas informações básicas podem se transformar em indicadores de gestão do negócio, materializadas em um dashboard, uma representação ilustrada, em forma de painel, do desempenho dos negócios da organização.

Assim, a primeira etapa da gestão da informação é selecionar qual área, assunto, tema, cadeia, processo, setor, departamento e (ou) seção, terá os dados gerenciados para as ações estratégicas da organização nos níveis estratégico, tático e operacional.

A segunda etapa é refletir sobre quais dados são importantes para as decisões gerenciais, se transformarão em fonte de consulta e se tornarão conhecimento organizacional.

Como montar um Dashboard

Os dados podem ser apresentados por meio de um quadro branco, planilha e até mesmo um dashboard em tempo real, dinâmico e interativo.

A importância não está essencialmente na forma de se apresentar os dados, mas sim em ter a informação disponível. Não se preocupe se a atualização dos dados será de forma manual ou automatizada, apenas inicie a gestão como ponto de partida da gestão de informações.

Comece com o básico, simples e direto, como por exemplo:

  • Escolha um lugar comum à equipe para apresentar as informações;
  • Instale uma lousa, um quadro branco, uma TV ou monitor de computador;
  • Faça reuniões neste local e sempre utilize o quadro como referência para equipe;
  • Atualize os dados no menor tempo possível, dentro das condições da organização;
  • Crie metas e deixe à vista junto com os resultados.

Comece simples, com dados básicos, mais acessíveis e bastante habitual para as pessoas, do cotidiano do trabalho e das atividades delas, assim serão mais inteligíveis e contribuirão na internalização dos objetivos da gestão da informação e na curva de aprendizagem.

Depois vá mais além, inserindo e cruzando dados e métricas de diferentes setores em um único dashboard, para se ter uma visão mais completa da empresa e dos negócios.

Uma outra evolução é utilizar sistemas de gestão mais complexos como por exemplo um CRM, para permitir que tudo isso aconteça de forma muito mais rápida, intensa, ampla e abrangente.

O ‘feito’ é melhor que o ‘perfeito’!

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[1] MELLO, Carlos Henrique P. Auditoria Contínua: Estudo de Implementação de uma ferramenta de Monitoramento para Sistema de Garantia da Qualidade com Base nas Normas NBR ISO 9000. Dissertação de mestrado, Itajubá: EFEI. 1998.

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Artigo elaborado em coautoria com:

Leonardo Miranda

Especialista em E-commerce para PME. Empreendedor apaixonado por Gestão e Performance. CEO na SysCoin Commerce. MBA Empreendedorismo em e-Business – Universidade Cruzeiro do Sul. Management & Business – Ohio University. Especialização em Consultoria em Negócios Digitais – ESPM. Graduação em Administração – UDF.

Contato para palestras e consultoria:  leonardo@syscoin.com.br

Linkedin – Leonardo Miranda

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Prof. Manfrim, L. R.

Compulsivo em Administração (Bacharel). Obcecado em Gestão de Negócios (Especialização). Fanático em Gestão Estratégica (Mestrado). Consultor pertinente, Professor apaixonado, Inovador resiliente e Empreendedor maker.

Explorador de skills em Gestão de Projetos, Pessoas e Educacional, Marketing, Visão Sistêmica, Holística e Conectiva, Inteligência Competitiva, Design de Negócios, Criatividade, Inovação e Empreendedorismo.

Navegador atual nos mares do Banco do Brasil, UDF/Cruzeiro do Sul e Jornal de Brasília. Já cruzou os oceanos do IMESB-SP, Nossa Caixa Nosso Banco (NCNB) e Cia Paulista de Força e Luz (CPFL).

Freelance em atividades com a Microlins SP, Sebrae DF e GDF – Governo do Distrito Federal.

Contato para palestras, conferências, eventos, mentorias e avaliação de pitch: professor.manfrim@gmail.com.

Linkedin – Prof. Manfrim

Currículo Lattes – Prof. Manfrim

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