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Crítica: Jeremias – Pele é um quadrinho essencial

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Jeremias – Pele é uma história intensa e importante. Discute temas como identidade, racismo, preconceito, trabalho e aceitação. O quadrinho cativa, prende. O envolvimento em algumas páginas é tão intenso que nos sentimos transportados para o mundo de Jeremias – e talvez seja essa uma das questões mais dolorosas da publicação – esse universo ficcional é o universo do sofrimento de muitos brasileiros.

Tão interessante quanto trazer todos esses temas à tona é a forma fluida com que os autores realizam essa transição temática. Dessa forma, é importante ressaltar que Jeremias não é uma história para um público específico: foi escrita para todos, dos pequenos aos leitores adultos. Com sensibilidade e respeito, planta uma pequena semente de respeito e aceitação.

Dentro da trama, Jeremias é fã de um super-herói. E o leitor ai descobrir quem está repleto de heroísmo é o próprio personagem, uma vez que Jeremias é um super-herói da sobrevivência e da indignação, incapaz de aceitar o preconceito e o racismo como algo normal como muitos brasileiros ao levantar a voz contra a injustiça.

A Panini Comics e a Editora Maurício de Sousa fizeram uma excelente escolha ao trazer essa história ao público. Jeremias – Pele é o tipo de obra que deveria ser distribuída nas escolas brasileiras pela importância temática e sensibilidade dos autores, Calça e Costa, ao tratar assuntos tão urgentes com delicadeza.

Autor convidado: Túlio Villafañe. Antropólogo, professor e escritor profissional. Autor e crítico em sites de cultura pop, quadrinhos, cinema e games.


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