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Brechó de luxo usa inteligência artificial para checar se produto é falso

Nascida em 2010, a Inffino faz parte do mercado de segunda mão que vive um bom momento. Nos últimos anos, a empresa registrou crescimento

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Na onda dos brechós online em 2020, a Inffino, e-commerce de artigos de luxo de segunda mão, está apostando em um método que vai além da expertise do mercado glamuroso: a startup criou um sistema de innteligência artificial (IA) para reconhecer a veracidade de suas peças.

Segundo Cássio Silbermann, sócio da Inffino, que também é sócio do Onovolab, um centro de inovação localizado em São Carlos, a tecnologia está sendo empregada para dar mais rapidez à triagem dos produtos. Na empresa, todas as peças passam por uma verificação tripla, que envolve a tecnologia de IA, o reconhecimento de características, como cheiro do couro e barulho do zíper, por exemplo, e a identificação de série individual.

Para saber quais peças são verdadeiras, o sistema de IA compara as fotos microscópicas tiradas do produto com outras imagens que já existem no banco de dados. A partir daí, é possível fazer o “match” entre as características de um produto real ou falsificado.

Silbermann também explica que o banco de dados se retroalimenta, ou seja, quanto mais imagens ele armazena, mais precisa será a avaliação das peças autenticadas. É esse machine learning (aprendizado de máquina) que permite que a tecnologia possa substituir o conhecimento humano, pelo menos no descarte de artigos falsificados.

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“A inteligência artificial acaba sendo mais rápida na negação. Então se chega uma peça, a gente tira a foto e o sistema diz que é falsa, aí acabou, trouxe agilidade. É um grande passo, mas ainda tem muita coisa pra acontecer nesse sentido. É como se fosse um reconhecimento facial, só que das bolsas. Quanto mais a gente usa, melhor fica o banco pra gente”, afirma.

Nascida em 2010, a Inffino faz parte do mercado de segunda mão que vive um bom momento. Nos últimos cinco anos, a empresa registrou um crescimento médio anual de cerca de 60% e Silbermann acredita que a credibilidade é a grande responsável pelo aumento das vendas. “A autenticação é a chave do nosso negócio. No setor, a gente acaba tendo pouca competitividade porque pra fazer essa autenticação precisa de experiência, de credibilidade. Nosso ticket médio é em torno de R$ 2 mil, é preciso ter credibilidade, e tem uma barreira muito grande”.

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Cada peça é precificada de acordo com seu estado e preço original, e a empresa recolhe entre 30% e 50% do valor do item. Com produtos que podem passar dos R$ 40 mil, a maior parte do e-commerce se concentra nas bolsas de grifes como Louis Vuitton, Gucci, Prada e Hermès.

A pandemia, porém, também trouxe seus bônus para o setor. Em geral, o maior tempo em casa permite que as pessoas reflitam sobre seus itens e decida desapegar, ao mesmo tempo em que dá mais espaço para as pessoas navegarem no e-commerce, além daquelas que quiseram gerar renda com itens parados no guarda-roupa, afirma Silbermann.

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“A pandemia foi uma surpresa pra gente porque pro nosso mercado foi muito bom. As pessoas estavam em casa e acabaram tendo que conhecer um pouco mais do e-commerce, muita gente ainda não acessava. Teve gente que teve tempo e teve gente que precisou levantar recursos. E a nossa empresa faz isso, a gente vende mas a gente paga também”.

Para o futuro, Silbermann acredita que o mercado de segunda mão ainda pode render mais frutos, principalmente no segmento de luxo. Apesar do “tabu” da compra de usados, o empresário aposta na cultura da nova geração de consumidores, que estão mais engajados no conceito de moda circular.

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“As empresas estão percebendo que as marcas, hoje, não tem mais essa aversão ao produto de segunda mão, estão até fazendo parcerias com esses negócios, porque estão percebendo que a geração millennial, quando tem certeza que pode vender a peça depois, compra o produto primário. Essa geração está mais preocupada com sustentabilidade, com economia circular”.

Estadão Conteúdo

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