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Mandando a Letra

Presente do Dia dos namorados

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Chegou o 12 de junho: Dia dos Namorados no Brasil. Então, pra essa gente amada que me acompanha aqui toda terça-feira, tenho três presentes: uma história e duas dicas. Espero que sirvam para vocês.

Uma história: o Dia dos Namorados brasileiro

Quando tive contato com outros países, logo percebi que a maioria deles comemora o Dia dos Namorados em 14 de fevereiro. Minha primeira reação (bem defensora da brasa pra nossa sardinha primeiro) era pensar que estavam na contramão do que deveria ser o correto, claro. Mas por quê?

Bem, eles comemoram no Dia de São Valentim, que era um bispo que foi instruído a não realizar mais casamentos porque era uma época de batalhas e homens casados não poderiam largar seu lar para ir à guerra. Ele respondeu que não poderia deixar de dar sua bênção a pessoas que se amavam, e continuou com seu ministério. Resultado: foi morto em nome dos que defendem os interesses da igreja (mas não os de Deus: o Amor).

Aqui no Brasil, procurei saber, então, o porquê de ser em 12 de junho. Bem, a única coisa que achei foi uma justificativa bem forçada de ser perto do Dia de Santo Antônio. Não colou. Afinal, se fosse por isso, poderia ser bem no dia dele, como ocorre com São Valentim. Depois me convenci de outra explicação: um vácuo no comércio entre o Dia das Mães e o Dia dos Pais fez inventar essa comemoração. Nada mais puramente mercantilista. Que o amor supere isso.

Uma dica: uso de maiúsculas

Datas comemorativas, como dia disso ou dia daquilo, sempre são grafadas com iniciais maiúsculas. Por isso, vocês leram aqui sempre Dia dos Namorados.

Isso vai valer para as outras datas também, logicamente, como Dia das Mães, Dia das Crianças, Dia de Todos os Santos e similares. A regra vale, igualmente, para títulos de outros dias significativos e comemorativos, como Proclamação da República e Independência do Brasil, além da menção somente pela data: Sete de Setembro, Quinze de Novembro. Note que, nestes casos, o numeral é substituído pela versão escrita.

Outra dica: regência de casar

Namorados são aqueles que estão enamorados, ou seja, transformados no amor. Por isso, imagina-se que, já que estão enamorados, pretendam se casar. E aí é que encontramos uma diferença sutil no uso do verbo casar com respeito a sua regência.

Vamos ter, aqui, o significado de se unir em matrimônio. Portanto, o mais comum (ainda que alguns admitam diferença) é usar a regência pronominal para alguém que se junta a outra pessoa: João casou-se com Maria. João se casou. Já para o caso de regência direta, João casou, eu ficaria perguntando se João é pastor ou padre, além de querer saber quem ele casou. Enfim, enamorem-se, casem-se e tenham um feliz Dia dos Namorados.


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